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EUA recebem resposta de carta de Bush à Coréia do Norte

14 de dezembro de 2007 | 21h 02
TABASSUM ZAKARIA - REUTERS

O presidente dos Estados Unidos,

George W. Bush, disse na sexta-feira que o líder norte-coreano,

Kim Jong-il, pode chamar sua atenção divulgando totalmente suas

atividades nucleares.

Em mais um lance de um raro diálogo direto entre Coréia do

Norte e Estados Unidos, o embaixador de Pyongyang na ONU

telefonou na quarta-feira a um funcionário do Departamento de

Estado dos EUA para transmitir a resposta de Kim à carta

enviada neste mês por Bush.

"Chamei sua atenção com uma carta e ele pode chamar minha

atenção revelando totalmente seus programas, inclusive qualquer

plutônio que ele possa ter processado e convertido, para o que

quer que ele tenha sido usado. Simplesmente precisamos saber",

disse Bush a jornalistas após reunião do seu gabinete.

"Além disso, ele pode chamar nossa atenção revelando

totalmente suas atividades de proliferação [de armas

nucleares]", disse Bush.

Segundo uma fonte oficial norte-americana, a Coréia do

Norte prometeu na nova mensagem cumprir sua parte no acordo

pluripartite deste ano, que prevê a desativação do programa de

armas nucleares em troca de benefícios econômicos e

diplomáticos.

"Vamos cumprir do nosso lado e esperamos que vocês cumpram

do seu", disseram os norte-coreanos, segundo a fonte dos EUA,

que pediu anonimato.

A Coréia do Norte, que testou armas atômicas em 2006,

aceitou fornecer até o final do ano uma declaração "completa e

correta" dos seus programas nucleares. Pyongyang prometeu

também desativar sua principal instalação nuclear.

Segundo Bush, os EUA e os demais envolvidos na negociação

-- China, Rússia, Japão e Coréia do Sul -- "concordam que há

uma forma de Kim Jong-il avançar, e um passo importante é a

declaração total dos programas, dos materiais que possam ter

sido desenvolvidos para criar armas, bem como das atividades de

proliferação do regime", afirmou Bush.

O governo norte-americano está disposto a retirar a Coréia

do Norte da sua lista de países que apóiam o terrorismo, o que

acarreta sanções, especialmente financeiras, ao isolado Estado

comunista.

(Reportagem adicional de Arshad Mohammed e Jeremy

Pelofsky)



Tópicos: EUA, COREIANORTE