Europa condena morte 'cruel e evitável' de dissidente cubano
Orlando Zapata fazia greve de fome há 85 dias quando morreu, desatando críticas ao direitos humanos na ilha
O Parlamento Europeu aprovou por ampla maioria uma resolução que condena a "evitável e cruel" morte do dissidente Orlando Zapata e alertou contra o "fatal desenlace" que poderia haver para a greve de fome que outro preso político, Guillhermo Fariñas, realiza, segundo a agência AFP.

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O texto, aprovado previamente por vários grupos políticos, "condena duramente a inevitável e cruel morte" de Zapata. O dissidente morreu no dia 23 de fevereiro depois de uma greve de fome de 85 dias. O documento arremete contra "a tentativa do governo cubano" de colocar obstáculos à organização de seu funeral. A resolução foi aprovada por 509 votos a favor, 30 contra e 14 abstenções.
O documento ainda "deplora a ausência de todo gesto significativo" de Havana em resposta aos chamados da comunidade internacional pela libertação de todos os presos políticos em Cuba. O sistema carcerário da ilha é apontado como uma grave violação à Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Os deputados europeus advertiram também sobre o "alarmante estado" de saúde em que se encontra o dissidente Guillhermo Fariñas, em greve de fome desde o dia seguinte ao da morte de Zapata. Segundo o Parlamento, a situação do prisioneiro poderia ter um "desenlace fatal", assim como seu companheiro.
A resolução adotada pelas grandes formações políticas, inclusive conservadores e socialistas, supõe uma dura condenação a Havana, em um momento em que a Espanha havia proposto uma aproximação do bloco europeu com Cuba. Os espanhóis ocupam a presidência da União Europeia neste semestre.
Os parlamentares pediram que os demais dirigentes europeus intensifiquem as medidas para exigir a liberdade dos presos políticos e "promover e garantir o trabalho dos defensores dos direito humanos na ilha" por meio da abertura de um diálogo estruturado com a sociedade cubana.
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