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Ex-premiê de Israel Ehud Olmert é processado por corrupção

Além de Olmert, 17 pessoas foram indiciadas; processo contra ex-premiê levou à saída dele do poder em 2008

05 de janeiro de 2012 | 12h 24

JERUSALÉM - O ex-primeiro-ministro israelense Ehud Olmert e outras 17 pessoas foram indiciadas nesta quinta-feira, 5, em um dos maiores escândalos de corrupção do país. O processo contra Olmert levou à sua saída do poder no final de 2008.

O complexo de apartamentos 'Holyland', em Jerusalém, nesta quinta-feira - Ronen Zvulun/Reuters
Ronen Zvulun/Reuters
O complexo de apartamentos 'Holyland', em Jerusalém, nesta quinta-feira

O político foi processado em outros escândalos ocorridos quando era prefeito de Jerusalém e ministro de Economia do país. Um tribunal de Tel Aviv acusou Olmert de corrupção por demanda do procurador do Estado, disse uma fonte do Judiciário israelense. A decisão foi consequência de um depoimento de uma testemunha, mantida em anonimato.

Doze pessoas, incluindo a ex-diretora de gabinete de Olmert Shula Zaken e seu sucessor na Prefeitura, Uri Lupolianski, também foram indiciadas. Elas estavam sendo acusados de recebimento de subornos dos promotores de um projeto imobiliário na cidade, conhecido como "Holyland".

Ex-líder do partido centrista Kadima, Olmert teve que renunciar do cargo de primeiro-ministro em 21 de setembro de 2008, depois que a polícia recomendou seu indiciamento em uma série de casos que marcaram sua carreira política.