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Exército da Síria mantém ataques em Homs

Segundo ativistas, ao menos 30 morreram nesta quinta; ONU se diz pronta para nova missão

09 de fevereiro de 2012 | 8h 21

BEIRUTE - O Exército da Síria retomou nesta quinta-feira, 9, os bombardeios contra a cidade de Homs, deixando ao menos 30 mortos, segundo afirmam ativistas opositores. Os ativistas afirmam que entre os mortos estão três famílias inteiras. As informações sobre as mortes não puderam ser confirmadas independentemente.

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Opositor ferido em Homs recebe tratamento no hospital - Reuters
Reuters
Opositor ferido em Homs recebe tratamento no hospital

Com vários distritos controlados por forças rebeldes, Homs, a terceira maior cidade do país, tem sido o principal foco das manifestações contra o regime do presidente Bashar Assad. Dezenas de pessoas teriam sido mortas na cidade nas últimas semanas.

Na noite desta quarta-feira, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, afirmou que a Liga Árabe quer retomar sua missão de observação interrrompida recentemente na Síria e sugeriu que a ONU poderá se juntar a esta missão.

Em um pronunciamento em Nova York, Ban afirmou que o secretário-geral da Liga Árabe, o general Nabil Elaraby, disse a ele que pediu a ajuda da ONU e propôs uma missão de observação conjunta, com as duas entidades visitando a Síria, incluindo um enviado especial que representasse as duas organizações. "Estamos prontos para prestar qualquer assistência que possa contribuir com a melhora (da situação)", disse Ban.

No final de janeiro a missão de observação da Liga Árabe na Síria foi suspensa devido à escalada da violência no país, que continua.

Na quarta-feira, testemunhas no bairro de Baba Amr relataram bombardeio intenso de tanques, morteiros, artilharia e metralhadoras pesadas. Mais de 50 pessoas morreram segundo a organização Observatório Sírio para os Direitos Humanos, baseada na Grã-Bretanha. O acesso de jornalistas estrangeiros à Síria é restrito e os números não podem ser verificados.

'Desastroso'

Ban Ki-moon afirmou que o veto da Rússia e da China a uma resolução da ONU contra a Síria, durante o final de semana, foi um desastre para o povo sírio. "Lamento profundamente que o Conselho de Segurança não tenha sido capaz de falar com uma única voz para encerrar o derramamento de sangue na Síria. Este fracasso foi desastroso para o povo Sírio. Estimulou o governo sírio a aumentar a guerra contra seu próprio povo", afirmou.

Para o secretário-geral da ONU, os ataques dos últimos dias em Homs são uma indicação de que o governo sírio não tem intenção de dar um fim à violência. "Temo que a brutalidade assustadora que estamos testemunhando em Homs, com armas pesadas disparando em bairros civis, é um precursor sinistro de que o pior está por vir. Esta violência é inaceitável perante a humanidade", afirmou.

Mais cedo, os Estados Unidos rejeitaram o pedido da Rússia, de uma negociação entre o governo da Síria e as forças de oposição no país. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney,afirmou que o presidente sírio, Bashar Assad, perdeu a "oportunidade" de diálogo.

"Desde os (primeiros) dias desta situação na Síria, havia uma oportunidade para que o governo de Assad iniciasse o diálogo com a oposição. Ao invés de aproveitar a oportunidade, Assad atacou brutalmente seu próprio povo. Não acreditamos que esta oportunidade esteja disponível", afirmou o porta-voz.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro da Rússia, Vladmiri Putin, fez um alerta contra uma possível intervenção internacional na Síria. Citando os eventos recentes na Síria e também na Líbia, Putin afirmou que a comunidade internacional deveria deixar os sírios resolver seus conflitos "com independência".

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