Faixa de Gaza sofre com greve parcial em hospitais
Sindicato exige readmissão de trabalhadores demitidos por razões políticas; Hamas fecha clínicas privadas
Uma paralisação de funcionários de saúde por toda a Faixa de Gaza tem prejudicado os serviços em hospitais e clínicas. A greve é a última de uma série que mostra as crescentes divisões entre os militantes do Hamas, que controlam o local, e os partidários do moderado presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.
O Sindicato dos Trabalhadores Médicos, dominado pelo Fatah, convocou a greve na semana passada. O movimento pede que trabalhadores ligados ao Fatah que foram demitidos por razões políticas sejam readmitidos. O Hamas acusou o rival de convocar a greve como uma manobra política. Porém o grupo islâmico piorou a situação dos doentes ao fechar as clínicas privadas que estavam sendo mantidas por médicos em greve.
A greve forçou os médicos não paralisados a dobrarem seus plantões e deixou muitos doentes aguardando por tratamento. O sistema de saúde do território já sofre com carências, em uma região isolada internacionalmente desde que o Hamas tomou o poder, expulsando os partidários de Abbas do partido laico Fatah, em junho de 2007.
Aproximadamente a metade dos doutores, enfermeiras e funcionários administrativos do setor estão parados desde a semana passada, de acordo com o Organização Mundial de Saúde (OMS). Uma paralisação semelhante ocorreu no ano passado, quando o Hamas demitiu vários médicos com décadas de carreira. Na ocasião ninguém foi recontratado e a greve foi encerrada depois de cinco dias.
Na semana passada, um sindicato de professores pró-Fatah entrou em greve, também argumentando que o Hamas estava preenchendo postos-chave com seus aliados. A paralisação atrasou o início do ano letivo. O Hamas respondeu demitindo 2 mil professores e substituindo-os com partidários do grupo islâmico. Um porta-voz do Ministério da Saúde ameaçou os grevistas também com demissão.
O independente Centro Palestino pelos Direitos Humanos afirmou que o governo de Abbas, que controla a Cisjordânia, estava por trás da greve. Ainda que a Autoridade Palestina (AP) não controle Gaza, ainda paga salários a milhares de funcionários públicos na área. A AP teria ameaçado os que não aderissem à paralisação com corte de salários. Nimr Hamad, um assessor de Abbas, negou as acusações.
Abbas quer retomar controle da Faixa de Gaza e incorporar a região em um futuro Estado palestino. A Cisjordânia e a Faixa de Gaza estão em lados opostos de Israel. A ONU advertiu que a greve prejudicava os moradores mais vulneráveis de Gaza e aprofundava as divisões entre Gaza e a Cisjordânia.
Siga o @EstadaoInter no Twitter
- 01 Para Marta, aliança entre Haddad e Kassab em ...
- 02 Para bispo, ministra da Secretaria das ...
- 03 Petrobras busca reajuste de combustíveis via ...
- 04 PT reage a FHC: 'Disputa ideológica sobre ...
- 05 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 06 Presidente do PT critica privatizações ...
- 07 Evangélicos da base aliada protestam contra ...
- 08 Para tucano, privatizações de aeroportos ...
- 09 FGV: País tem queda de 7,26% no número de ...
- 10 Mercadante quer dar bônus para escola que ...
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2011
- Todos os direitos reservados








