Farc anunciam libertação de militar refém há 11 anos
Pablo Emilio Moncayo foi sequestrado pelo grupo em 1997 durante ataque contra base do Exército
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram nesta quinta-feira, 16, que libertarão de modo unilateral Pablo Emilio Moncayo, um dos dois militares colombianos que estão há mais tempo nas mãos dessa guerrilha, há mais de 11 anos. Os rebeldes afirmaram que farão a entrega ao Colombianas e Colombianos pela Paz (CC), grupo de intelectuais liderado pela congressista opositora Piedad Córdoba.

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"Diante da reiterada solicitude da senadora Piedad Cordoba, do grupo Colombianas e Colombianos pela Paz, do professor Moncayo e dos presidentes Rafael Correa e Hugo Chávez, anunciamos nossa decisão de libertar unilateralmente o cabo Pablo Emilio Moncayo após se organizarem os mecanismos que garantam a
segurança da operação", afirma a nota. "Assim, evidenciamos mais uma vez nossa decisão irreversóvel de alcançar um acordo humanitário sem mais demora e semear com certezas dos caminhos para solução política do conflito".
O pai do militar sequestrado, o professor Gustavo Moncayo, tem percorrido milhares de quilômetros por estradas e rios para exigir que a guerrilha liberte seu filho, capturado em dezembro de 1997 em um ataque das Farc contra uma base de comunicações do Exército. Moncayo está no grupo de reféns do qual fizeram parte a franco-colombiana Ingrid Betancourt, os três americanos e os 11 militares e policiais que foram resgatados em julho do ano passado em uma operação militar encoberta nas selvas de Guaviare.
Na mensagem, o comando rebelde se referiu à recente chamada do presidente colombiano, Álvaro Uribe, aos rebeldes para que declarem um cessar-fogo unilateral. O grupo rejeitou esse pedido de maneira tácita, ao considerar que as forças de segurança e os grupos paramilitares "continuam sua ofensiva" em todo o país. O que é preciso, considerou, é "iniciar a busca de um processo sério que encontre os caminhos dos acordos, da reconciliação, da convivência e da democracia".
Sobre isso, a guerrilha acrescentou que "significa entender que todos devemos apresentar, principalmente, o Estado como responsável fundamental do conflito e que a bilateralidade é indispensável como regra de ouro e alicerce de confiança que constrói bases sólidas para avançar". "Por isso, colocamos a concretização de um acordo humanitário gerador de fatos tangíveis pelas duas partes, que abone passos subsequentes para a superação definitiva do confronto", acrescentou o comando rebelde, liderado por Alfonso Cano, chefe máximo das Farc há um ano.
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