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Filho e ex-chefe da inteligência de Kadafi querem se entregar

Rebeldes dizem ter informações de que líderes do regime do ditador planejam ir para Haia

26 de outubro de 2011 | 14h 54
Reuters

ABU DHABI - Saif al-Islam, um dos filhos do ex-ditador da Líbia Muamar Kadafi, e o ex-chefe da inteligência, Abdullah al-Senussi, propuseram se entregar ao Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia, disse Abdel Majid Mlegta, um oficial militar líbio do Conselho Nacional de Transição (CNT), nesta quarta-feira, 26. "Eles estão propondo uma forma de se entregarem a Haia", disse o revolucionário.

Saif al-Islam é procurado pelo Tribunal Penal Internacional de Haia - Paul Hackett/Reuters
Paul Hackett/Reuters
Saif al-Islam é procurado pelo Tribunal Penal Internacional de Haia

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O TPI, no entanto, informou que não tem a confirmação dessa informação. "Não temos a confirmação sobre isso agora. Estamos tentando entrar em contato com o CNT para obter mais informações", disse o porta-voz do TPI, Fadi El Abdallah.

Saif al-Islam é procurado pelo tribunal de crimes de guerra, assim como foi seu pai. O filho de Kadafi está foragido desde que forças líbias entraram na cidade-natal de seu pai, Sirte, no fim de semana. Acredita-se que ele esteja em algum ponto da fronteira sul da Líbia com o Níger. Há também um mandado de busca contra Senussi. 

Mlegta afirmou que sua informação provém de fontes da inteligência que lhe contaram que Saif al-Islam e Senussi estavam tentando selar um acordo para se entregarem à corte por meio de um país vizinho, que não teve o nome citado por ele. Eles teriam concluído que não era mais seguro permanecer na Líbia ou partir para a Argélia ou o Níger, dois países onde familiares de Kadafi já estão abrigados.

Em junho, o TPI emitiu mandados de prisão para Kadafi, Saif al-Islam e Senussi sob a acusação de crimes contra a humanidade depois que o Conselho de Segurança da Organização das NaçõeS Unidas (ONU) levou a situação líbia ao tribunal em fevereiro.

Os três foram indiciados por crimes contra a humanidade pela violenta repressão do regime da Líbia aos manifestantes em fevereiro. O procurador do TPI, Luis Moreno-Ocampo, disse que a operação foi "pré-determinada" para calar o levante.