França retira embaixador da Síria e promete mais pressão
Governo francês afirmou que os dias do presidente do país no poder 'estão contados'
PARIS - A França retirou nesta terça-feira, 7, seu embaixador da Síria em protesto contra a violenta repressão das forças de segurança às manifestações pró-democracia que há 11 meses exigem a saída do presidente Bashar al-Assad.
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Prometendo manter seus esforços para acabar com a violência, o governo francês afirmou que os dias do presidente da Síria no poder "estão contados".
"Diante do agravamento da repressão comandada pelo regime de Damasco contra sua própria população, as autoridades francesas decidiram retirar seu embaixador da Síria para consultas", disse um porta-voz da chancelaria.
A França participou da recente proposta de resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) contra a Síria, que tinha apoio da Liga Árabe, mas foi vetada pela Rússia e a China.
Agora, o governo francês trabalha na criação de um grupo internacional para tentar reunir todos os que são contra a violência dos últimos meses, que segundo o governo francês já matou 6.000 pessoas.
A França havia retirado anteriormente seu embaixador em novembro, depois que uma multidão favorável ao governo atacou seu consulado honorário em Latakia e seu escritório diplomático em Aleppo.
"Não vamos desistir", disse o chanceler Alain Juppé num debate no Senado. "Temos dois objetivos: intensificar a pressão sobre os países que usam seu veto e aumentar a pressão sobre o regime sírio, que está desacreditado. Seus dias estão contados, e o veto em Nova York não é um cheque em branco para continuar (a repressão)."
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse no sábado em Paris que está em consultas com vários países para criar um grupo de contato para a Síria, a fim de apoiar a oposição e buscar uma solução para a crise que tenha como base a proposta da Liga Árabe que prevê o afastamento de Assad do poder.
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