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Garcia diz que libertação de reféns pode pacificar a Colômbia

Enviado aposta que operação liderada por Caracas é primeiro passo para acordo pela soltura de seqüestrados

27 de dezembro de 2007 | 15h 37
Ana Paula Scinocca, de O Estado de S. Paulo

Designado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para presenciar a entrega, na sexta-feira, 28, de três reféns pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o assessor especial da Presidência da República do Brasil, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta quinta que a operação é um primeiro passo para a continuidade de um programa de libertação de outros seqüestrados e até mesmo para a paz no país.

 

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"Talvez possa abrir caminho para a paz na Colômbia, desejada por todos nós. A Colômbia já está há mais de 40 anos em uma guerra civil, e nós acreditamos que isso (o resgate de reféns) pode ser um caminho importante na busca da paz e da reconciliação dos colombianos", declarou Garcia.

 

Ele qualificou o acordo entre as autoridades de Bogotá e as Farc de "atitude de inteligência política do governo colombiano", o qual, segundo Garcia, passou por cima de divergências recentes e foi sensível a uma situação humanitária. "Eu diria que é uma operação na qual todos ganham, e não há perdedores."

 

O assessor especial de Lula disse ainda que, ao que tudo indica, apesar dos desentendimentos, houve acordo entre os governo da Venezuela, como mediador, e o da Colômbia. Garcia negou que o Brasil tenha sido "convidado de última hora" para acompanhar a operação de libertação dos reféns. "O Brasil ajuda com sua presença, como tem ajudado em conversações discretas e reservadas que temos tido, há muito tempo. Estamos há muito tempo desenvolvendo discretamente iniciativas para que se chegasse a essa solução. Oxalá o Brasil possa continuar desempenhando um papel importante no futuro", disse Garcia.

 

Garcia ressaltou que "o governo brasileiro não tem nenhum contato com as Farc." O assessor disse ainda que não dispõe de detalhes sobre como ocorrerá a operação. O assessor já embarcou para Caracas (Venezuela), de onde seguirá para outra base em território da Colômbia, perto de Bogotá.