Gates adverte sobre 'duros confrontos' no Afeganistão
Secretário de Defesa dos EUA fez visita não anunciada ao país e ainda deve se reunir com o presidente Karzai
As tropas dos EUA e da Otan enfrentarão duros confrontos na luta contra a insurgência no Afeganistão, advertiu o secretário de Defesa americano, Robert Gates, que viajou a Cabul nesta segunda-feira, 8, em visita não anunciada.
Apesar dos sinais de progresso na guerra empreendida há oito anos contra os insurgentes do Taleban, Gates previu tempos conflituosos para as tropas internacionais no Afeganistão. "Não há dúvida de que há desenvolvimentos positivos ocorrendo, mas eu diria que ainda é muito cedo, mas haverá alguns confrontos muito duros" pela frente, disse o secretário. Atualmente os EUA e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ampliam a pressão sobre os militantes do Taleban no sul do país, como parte de uma estratégia para encerrar a guerra.
Gates notou alguns avanços, ao ser questionado sobre os recentes anúncios de prisões de líderes do Taleban no vizinho Paquistão. Ele disse, porém, que ainda é
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É a primeira visita do chefe do Pentágono ao Afeganistão desde o início da ofensiva em Marjah, uma área dominada pelo Taleban, em 13 de fevereiro. Essa campanha é vista como um teste crucial para o conflito. Gates pretende discutir os resultados da ofensiva, considerada a maior desde a invasão do país em 2001, liderada pelos EUA. Ele deve tratar do assunto com o comandante das tropas dos EUA e da Otan, general Stanley McChrystal, bem como de outras ações previstas para este ano.
A agência iraniana Mehr chegou a informar que o presidente Mahmoud Ahmadinejad visitaria o Afeganistão nesta segunda-feira para conversar com Karzai, com quem Gates deve se encontrar durante sua visita. Um funcionário do escritório presidencial, porém, negou que a visita ocorrerá agora.
Ahmadinejad pede a retirada das tropas estrangeiras do Afeganistão, país com laços étnicos e religiosos fortes com o Irã, um país persa de maioria xiita. Teerã se opunha ao regime do Taleban, mas funcionários dos EUA afirmam que o governo iraniano mantém vínculos com insurgentes islamitas no Afeganistão. As informações são da Dow Jones.
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