Giuliani pode deixar disputa se perder prévias na Flórida
Ex-prefeito de Nova York diz que decisão será tomada na quarta; ele aparece em terceiro lugar nas pesquisas
O republicano Rudy Giuliani, que praticamente apostou sua candidatura presidencial na Flórida, sugeriu nesta terça-feira, 29, pela primeira vez que se não ganhar a primária do partido no estado abandonará a disputa, mas garantiu que vai vencer. Veja também: Republicanos votam em prévia na Flórida com Giuliani em crise Republicanos buscam votos dos cubano-americanos na Flórida Cobertura completa das eleições nos EUA Especial eleições americanas Pesquisas mostram o ex-prefeito de Nova York, o favorito em sondagens nacionais no ano passado, num pobre terceiro lugar num estado onde ele investiu a maior parte de seu tempo e energia na busca da nomeação do Partido Republicano. Se ele vencer na Flórida, fará jus à frase que tem acompanhado sua carreira política: "Eu te disse". "Espero vencer", afirmou ele . "Você não pode contemplar ser derrotado. Não é algo que você faça no dia de uma primária". Caso perca, ele pode estar fazendo seu último pronunciamento de campanha na quarta-feira. "Quarta-feira de manhã, vamos tomar uma decisão", adiantou a repórteres na abertura das urnas em Fort Myers. "O vencedor na Flórida ganhará a nomeação; vamos vencer na Flórida". Pressionado para ser mais claro em aparições pela manhã nas televisões, Giuliani negou-se a estender os comentários. "Vamos vencer", insistiu. "Naturalmente, se você não vence você tem de encontrar outra estratégia". Ainda na semana passada, ele insistia que continuaria na disputa não importando o resultado na Flórida. "No passado, fiz o impossível - coisas que as pessoas pensavam ser impossíveis", lembrou a partidários num comício na segunda. Ele falava no momento sobre política de imigração, mas ele bem que poderia estar falando sobre a ressurreição de sua campanha eleitoral. Numa iniciativa inusitada, Giuliani praticamente desconsiderou as primeiras primárias nos estados de Iowa, New Hampshire, Michigan e Carolina do Sul, apostando que não haveria um grande vencedor nas votações e que ele conquistaria grandes vitórias nos grandes estados da Flórida, Nova York, Califórnia e Illinois. Mas a Flórida não tem sido hospitaleira. Pesquisas mostram que seus rivais Mitt Romney e John McCain disputam a liderança, e os dois principais republicanos do Estado - o senador Mel Martinez e o governador Charlie Crist - anunciaram apoio a McCain. Giuliani era o favorito entre os republicanos no ano passado, graças em parte a seu destacado papel em Nova York após os atentados terroristas de 11 de Setembro. Ele ganhou as capas das revistas nacionais e montou uma multimilionária agência de consultoria. Mesmo anos após os ataques, pessoas comuns caíam em lágrimas ao encontrá-lo. Mas com as primárias se aproximando e os candidatos aquecendo suas campanhas, a liderança de Giuliani evaporou, e ele terminou em sexto em Iowa e quarto em New Hampshire. Ele montou a estratégia de tudo ou nada na Flórida e, se perder no Estado, lhe sobrará poucos recursos e apoio para competir com McCain e Romney nas mais de 20 primárias e caucuses da próxima superterça. Ele gastou cerca de US 1 milhão por semana em propaganda na Flórida.
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