Governo iraniano exige que Mousavi acate resultado de eleição
Reformistas prometem publicar informe completo sobre supostas fraudes e as irregularidades nas eleições
O Ministério do Interior do Irã pressionou o reformista Mir Hussein Mousavi 'a respeitar a lei e o voto do povo', que segundo a apuração oficial reelegeu o presidente Mahmoud Ahmadinejad. A oposição contesta a eleição do último dia 12 e alega fraude, informou a agência AFP nesta terça-feira, 23.
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Tudo o que foi publicado sobre a crise eleitoral no Irã
A campanha de Mousavi anunciou hoje que publicará um informe completo sobre as supostas fraudes e as irregularidades nas eleições.
Mais cedo, o Conselho dos Guardiães, responsável por validar as eleições, descartou a anulação da eleição, ainda que tenha admitido indícios de fraudes, e anunciou que a posse de Ahmadinejad deve acontecer entre 26 de julho e 19 de agosto.
O Conselho de Guardiães anunciará amanhã o resultado da apuração aleatória de 10% das urnas da votação do dia 12 de junho. Os três candidatos derrotados denunciaram supostas irregularidades em favor do vencedor, o presidente Mahmoud Ahmadinejad, e solicitaram a recontagem dos votos.
Os Guardiães admitiram em parte estas irregularidades ao aceitar na segunda-feira que em pelo menos 50 cidades do país houve mais votos que pessoas recenseadas. No entanto, já advertiram que nem a apuração aleatória nem o fato de que haja mais votos variará substancialmente o resultado eleitoral, e que em nenhum momento cogitaram a repetição do pleito.
"Se tivesse ocorrido uma grave ilegalidade nas eleições, o Conselho teria anulado os votos nas urnas, colégios, distritos ou cidades afetadas, como já fez em outras ocasiões em eleições parlamentares", disse o porta-voz do Conselho Ali Abbas Kadkhodaei.
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