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Guarda Revolucionária do Irã se diz 'despreocupada' com as sanções da ONU

Comandante do órgão diz que país é 'experiente' com as medidas, pois já vive há 31 anos com elas

14 de junho de 2010 | 10h 26
Associated Press

TEERÃ - A Guarda Revolucionária do Irã, o mais poderoso órgão militar do país, disse nesta segunda-feira, 14, "não estar preocupada" com o último pacote de sanções aprovado pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) por conta do controvertido programa nuclear do país.

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O comandante da Guarda, o general Hossein Salami, disse que o Irã aprimorou suas capacidade de defesa "baseando-se nos piores cenários" e que as sanções não deterão o programa nuclear iraniano. "O nível, o formato, o volume e a severidade das sanções não nos preocupa", disse o comandante.

"Sempre estivemos sujeitos às sanções. A nação iraniana e a Guarda têm uma vida experiente de 31 anos sob sanções e atingimos a autossuficiência. É o mundo de fora, não o Irã, que perderá com as sanções", completou.

As declarações do comandante, divulgadas pela agência estatal Irna, foram as primeiras considerações do órgão a respeito das novas sanções, aprovadas no início do mês. As medidas incluem o congelamento dos ativos de 40 organizações, inclusive 15 ligadas à Guarda Revolucionária e 22 envolvidas com o programa nuclear ou com as atividades do sistema de mísseis balísticos.

As sanções eram pretendidas pelas potências nucleares pelos temores de que o Irã enriqueça urânio para produzir armas atômicas. Teerã, porém, nega tais alegações e afirma que mantém o programa nuclear apenas para fins civis.