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Hillary acusa Obama de inexperiência no exterior

25 de fevereiro de 2008 | 17h 10
STEVE HOLLAND - REUTERS

A pré-candidata democrata Hillary

Clinton afirmou na segunda-feira que seu rival Barack Obama é

uma escolha arriscada para comandar a política externa

norte-americana.

Em um discurso sobre diplomacia, ela criticou Obama por ter

ora aventado se reunir com líderes de nações hostis, e em

outros momentos ameaçado um ataque contra a Al Qaeda no

Paquistão.

"Ele oscila entre parecer acreditar que a mediação e os

encontros sem pré-condições podem resolver os problemas

intratáveis do mundo e defender uma ação militar unilateral

dura, sem cooperação dos nossos aliados na parte mais delicada

do mundo", disse Hillary.

Ela foi particularmente ácida ao comentar a disposição de

Obama em se reunir com o recém-eleito presidente de Cuba, Raúl

Castro. "Não podemos simplesmente legitimar regimes párias ou

enfraquecer o prestígio norte-americano ao aceitar

impulsivamente reuniões presidenciais sem pré-condições. Pode

soar bom, mas não atende ao teste do mundo real na política

externa."

Segundo Hillary, os norte-americanos já se arriscaram e se

frustraram com George W. Bush. "Vimos o trágico resultado de

ter um presidente que nunca havia tido experiência nem

sabedoria para administrar nossa política externa e

salvaguardar nossa segurança nacional. Não podemos permitir que

isso volte a acontecer."

A candidata se disse "testada e pronta" para dirigir o país

em meio a desafios mundiais como as guerras do Iraque e

Afeganistão, a proliferação nuclear, a Aids e a pobreza.

Nesta segunda-feira, Obama ganhou terreno para as prévias

do Estado de Ohio. A uma semana das votações potencialmente

decisivas em Ohio e no Texas, em 4 de março, uma pesquisa da

Universidade Quinnipiac com prováveis eleitores democratas

aponta que Hillary lidera a corrida com 51 por cento das

intenções de voto (contra 40 por cento para o adversário).

Os números são preocupantes para Hillary, senadora pelo

Estado de Nova York, porque a menos de duas semanas a vantagem

dela era de 55 por cento contra 34. O fenômeno indica que o bom

momento vivido por Obama pode render-lhe frutos também em Ohio.

A senadora precisa de vitórias folgadas no dia 4 de março

para salvar sua campanha, que viu a pré-candidata sofrer 11

derrotas consecutivas para Obama, senador pelo Estado de

Illinois.



Tópicos: EUAELEICAO, HILLARY, OBAMA