Hillary acusa Obama de inexperiência no exterior
A pré-candidata democrata Hillary
Clinton afirmou na segunda-feira que seu rival Barack Obama é
uma escolha arriscada para comandar a política externa
norte-americana.
Em um discurso sobre diplomacia, ela criticou Obama por ter
ora aventado se reunir com líderes de nações hostis, e em
outros momentos ameaçado um ataque contra a Al Qaeda no
Paquistão.
"Ele oscila entre parecer acreditar que a mediação e os
encontros sem pré-condições podem resolver os problemas
intratáveis do mundo e defender uma ação militar unilateral
dura, sem cooperação dos nossos aliados na parte mais delicada
do mundo", disse Hillary.
Ela foi particularmente ácida ao comentar a disposição de
Obama em se reunir com o recém-eleito presidente de Cuba, Raúl
Castro. "Não podemos simplesmente legitimar regimes párias ou
enfraquecer o prestígio norte-americano ao aceitar
impulsivamente reuniões presidenciais sem pré-condições. Pode
soar bom, mas não atende ao teste do mundo real na política
externa."
Segundo Hillary, os norte-americanos já se arriscaram e se
frustraram com George W. Bush. "Vimos o trágico resultado de
ter um presidente que nunca havia tido experiência nem
sabedoria para administrar nossa política externa e
salvaguardar nossa segurança nacional. Não podemos permitir que
isso volte a acontecer."
A candidata se disse "testada e pronta" para dirigir o país
em meio a desafios mundiais como as guerras do Iraque e
Afeganistão, a proliferação nuclear, a Aids e a pobreza.
Nesta segunda-feira, Obama ganhou terreno para as prévias
do Estado de Ohio. A uma semana das votações potencialmente
decisivas em Ohio e no Texas, em 4 de março, uma pesquisa da
Universidade Quinnipiac com prováveis eleitores democratas
aponta que Hillary lidera a corrida com 51 por cento das
intenções de voto (contra 40 por cento para o adversário).
Os números são preocupantes para Hillary, senadora pelo
Estado de Nova York, porque a menos de duas semanas a vantagem
dela era de 55 por cento contra 34. O fenômeno indica que o bom
momento vivido por Obama pode render-lhe frutos também em Ohio.
A senadora precisa de vitórias folgadas no dia 4 de março
para salvar sua campanha, que viu a pré-candidata sofrer 11
derrotas consecutivas para Obama, senador pelo Estado de
Illinois.
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