Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Internacional
Início do conteúdo

Hillary Clinton planeja anúncio de apoio a Barack Obama

06 de junho de 2008 | 16h 20
STEVE HOLLAND - REUTERS

A democrata Hillary Clinton

elaborava na sexta-feira seus planos para um momento que não

desejou viver: o de dar apoio à campanha presidencial do

adversário de partido Barack Obama, apoio esse que, segundo

estrategistas da legenda, precisa ser contundente a fim de

evitar rachas internos.

Hillary e Obama reuniram-se a portas fechadas na

quinta-feira à noite, na casa da senadora democrata Dianne

Feinstein, em Washington, mas nenhum dos dois lados forneceu

detalhes sobre a conversa.

A ex-pré-candidata, senadora pelo Estado de Nova York, deve

abandonar a corrida presidencial oficialmente no sábado, na

capital norte-americana, e declarar seu apoio a Obama,

colocando fim, dessa forma, a uma disputa muitas vezes acirrada

para regressar à Casa Branca, onde ficou durante oito anos como

mulher do presidente Bill Clinton.

Obama conquistou a vaga do partido na terça-feira, ao

garantir o número necessário de delegados para a convenção

democrata, que ocorre em agosto.

Os aliados do agora candidato aguardam com ansiedade para

ver o tom da declaração de apoio a ser feita por Hillary.

O discurso dela na terça-feira, depois das prévias em

Dakota do Sul e em Montana -- as últimas das votações estaduais

iniciadas cinco meses atrás --, provocou desconfiança porque a

senadora não reconheceu imediatamente sua derrota. Alguns

afirmaram que Hillary soou então como uma má perdedora.

Os dois agora realizam uma delicada negociação de

bastidores.

Hillary disse estar aberta a concorrer como

vice-presidente, mas insiste que não tenta obter essa vaga.

Após uma intensa batalha interna que durou 16 meses, Obama

precisa do apoio total da ex-adversária para convencer os

simpatizantes dela a lhe darem apoio no que pode se transformar

em uma disputa competitiva com o republicano John McCain para a

eleição presidencial de novembro.

DÍVIDA DE CAMPANHA

A senadora, frustrada com a derrota e precisando de um

tempo para descansar após a longa disputa, tem de conseguir a

ajuda de Obama para amortizar a imensa dívida acumulada por seu

comitê de campanha.

O estrategista democrata Doug Schoen, que trabalhou para o

governo Clinton, disse ser provável que Obama e Hillary tenham

encontrado, na reunião de quinta-feira, uma base comum sobre a

qual cooperar.

"Na minha opinião, essa foi uma reunião preliminar",

afirmou.

O comitê de campanha de Obama, na sexta-feira, tentou

afastar os boatos sobre o candidato, um senador de 46 anos de

idade, anunciar dentro em breve o nome de seu companheiro de

chapa.

"O importante é fazer isso com cuidado, de forma metódica.

Nada vai nos fazer tomar uma decisão precipitada a esse

respeito, independente de qual venha a ser a escolha", disse ao

canal MSNBC Robert Gibbs, diretor de comunicações de Obama.

Ainda assim, entre os simpatizantes de Hillary circulavam

apelos para que o candidato escolhesse a senadora.

"Bom, eu acho que ela seria uma forte candidata a

vice-presidente", disse ao canal ABC o senador democrata

Charles Schumer, um aliado de Obama.

"E há muitos de nós que acreditam nisso. Mas essa é uma

escolha a ser feita pelo senador Obama. Ele sabe o que é o

melhor porque está comandando a chapa e comandando a campanha."

(Reportagem adicional de Ellen Wulfhorst, Caren Bohan e

Jeff Mason)



Tópicos: EUAELEICAO, HILLARY, PLANOS