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Hispânicos dos EUA se organizam para registrar eleitores

19 de julho de 2008 | 9h 14
REUTERS

Ativistas hispânicos dos Estados

Unidos expuseram na sexta-feira seus planos para registrar 2

milhões de novos eleitores latinos para aumentar a influência

do bloco que mais cresce para as eleições presidenciais de

novembro.

Organizadores representando mais de 100 entidades

hispânicas de uma dezena de Estados se encontraram em Los

Angeles para promover um esforço para conseguir

latino-americanos para se registrarem e votarem nas eleições de

4 de novembro.

O hispânicos são cerca de 9 por cento do eleitorado

norte-americano e são o grupo de minorias que mais cresce nos

EUA. Eles podem ser um bloco de eleitores crítico em Estados do

sudoeste e na Flórida.

Organizadores da iniciativa dizem que ativistas irão

procurar registrar eleitores através de visitas nas

comunidades, focando em Estados como Colorado, Nevada e Novo

México, que segundo eles, têm sido supervisionados tanto pelo

republicano John McCain como pelo democrata Barack Obama.

"Os candidatos têm articulado geralmente bem em assuntos que se

relacionam aos latino-americanos, mas investiram

insuficientemente na nossa comunidade em termos de operações de

campanha nos Estados de maior disputa", disse Nativo Lopez,

presidente da Associação Política Mexicana-Americana.

Nas últimas semanas, McCain e Obama se dirigiram a diversas

organizações de nações hispânicas em sua busca por votos,

explicando propostas econômicas e educacionais que eles

disseram que irão ajudar os povos latino-americanos assim como

renovar planos para revisar as leis de imigração.

Em 2004, o presidente norte-americano, George W. Bush

ganhou aproximadamente 40 por cento dos votos hispânicos --um

recorde republicano-- vencendo o democrata John Kerry. Mas as

pesquisas de opinião mostraram que a imagem dos republicanos

entre os latino-americanos tem sido atingida pelo debate sobre

uma reforma imigratória.

No último ano, parlamentares republicanos reprovaram uma

lei bipartidária no Senado que teria oferecido a vários dos 12

milhões de hispânicos, em sua maioria ilegais, um meio de se

tornarem cidadãos. A lei era apoiada tanto por McCain quanto

por Obama.

A busca por votos latino-americanos começou no ano passado

após centenas de milhares de hispânicos marcharem sobre as ruas

de diversas cidade norte-americanas pedindo por uma revisão nas

lei imigratórias.

(Reportagem de Syantani Chatterjee)