Igreja alemã recebe 'tsunami' de denúncias de abusos
A antiga diocese do papa Bento 16 em Munique, na Alemanha, diz que está recebendo diariamente novas denúncias de abusos sexuais e físicos. "É como um tsunami", disse Elke Huemmeler, diretora da recém formada força-tarefa de prevenção a abusos sexuais.
Huemmeler estima que há cerca de 120 casos registrados até o momento, das quais cerca de 100 são referentes ao internato do monastério de Ettal, dirigido por monges beneditinos. Ela lembra, porém, que seu papel não é lidar com casos antigos, mas ajudar a estabelecer um programa de prevenção.
Nesta sexta-feira, a nova Força-Tarefa de Prevenção de Abusos Sexuais, agora oficialmente autorizada e apoiada pelo arcebispo Reinhard Marx, começou a funcionar. Até novembro, o objetivo é apresentar um plano abrangente para combater os abusos em instituições católicas. Trata-se da primeira iniciativa na igreja católica alemã, cujas fundações tem sido sacudidas por acusações de ataques físicos e sexuais contra menores desde o início do ano.
Quando o primeiro caso abrangendo o Ettal surgiu, cerca de três semanas atrás, Huemmeler sentou-se com quatro ou cinco colegas para discutir e encontrar uma forma de lidar com o "desastre", como ela chama a situação."Eu acho que nunca os vi chocados desta maneira", disse Huemmeler, chefe da unidade de serviço social da diocese, sobre a liderança da igreja.
A diocese tem agora três especialistas para ouvir e investigar as acusações das vítimas de abuso, disse Huemmeler. O terceiro integrante foi nomeado nesta semana porque o volume de trabalho aumentou consideravelmente num curto período de tempo.
A diocese dirige cerca de 20 escolas, 570 instalações de cuidados infantis e vários grupos de jovens.
Ratzinger
Na semana passada, a diocese confirmou o caso de um padre que foi transferido em 1980 para Munique, o que aconteceu depois que os pais de três crianças o acusaram de abusar de seus filhos na cidade de Essen, noroeste do país. O padre passou por terapia, mas voltou a trabalhar com jovens. Ele foi condenado por abusos em 1986.
O papa Bento 16, então cardeal Joseph Ratzinger, era arcebispo de Munique e Freising na época em que o padre foi transferido de Essen para Munique.
A diocese disse que Ratzinger sabia sobre a transferência, mas não que o padre continuava a trabalhar em congregações da Baviera após assumir suas funções no Vaticano. Erwin Wild, então porta-voz do conselho de padres da diocese, disse que ele e seus colegas não foram informados por Ratzinger que o padre era um criminoso, o que, segundo ele, foi errado. "Nós deveríamos saber", disse ele.
O bispo Karl Golser lançou uma campanha na internet para pedir às vítimas que se apresentem e colocando à disposição delas um endereço de e-mail para os relatos de abusos.
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