Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Internacional
Início do conteúdo

Índia reforça vigilância na fronteira após morte de Bhutto

28 de dezembro de 2007 | 9h 26
ALISTAIR SCRUTTON - REUTERS

A Índia instituiu um "estado elevado

de vigília" na fronteira com o Paquistão, antevendo possíveis

turbulências no país vizinho depois do assassinato da líder

oposicionista e ex-premiê Benazir Bhutto.

Especialistas dizem que o impacto imediato sobre a Índia

será pequeno, mas que a morte de Bhutto pode ser mais um duro

revés na perspectiva de paz permanente na região, pois

demonstra o avanço da violência militante no Paquistão.

Índia e Paquistão são potências nucleares que já travaram

três guerras em seus 60 anos de vida independente e estiveram

perto de um novo conflito em 2002. Nos últimos anos, houve uma

tímida reaproximação, mas a situação permanece tensa.

"Houve uma orientação geral a todas as forças de fronteira

para manterem um estado elevado de vigilância. Dá para imaginar

por quê", afirmou um porta-voz do Ministério do Interior na

sexta-feira à Reuters.

"Não há ameaças específicas ainda. Eles foram colocados em

alerta, houve várias especulações, (sobre) jihadistas, sobre um

efeito-transbordamento", acrescentou.

A Índia já havia colocado suas forças fronteiriças em

alerta diante de outras crises no Paquistão -- a última delas

em novembro, quando o presidente Pervez Musharraf decretou

estado de emergência.

A Índia teme que a instabilidade no Paquistão -- aliado do

Ocidente na guerra contra a Al Qaeda e o Taliban -- possa

provocar um aumento na violência de militantes islâmicos na

região da Caxemira controlada por Nova Délhi ou em grandes

cidades indianas.

Na sexta-feira, a polícia usou gás lacrimogêneo para

dispersar centenas de manifestantes que protestavam contra a

morte de Bhutto em Srinagar, capital de verão da Caxemira,

segundo testemunhas. Os manifestantes davam vivas ao Paquistão

e à dirigente assassinada.

A infiltração de militantes do Paquistão na Caxemira

indiana caiu nos últimos três anos, em parte devido à pressão

internacional sobre Islamabad para contê-los. Os eventuais

tiroteios entre forças estacionadas nos dois lados da chamada

"linha verde" (fronteira) pararam desde um cessar-fogo do final

de 2003.

A Índia poderá enviar uma delegação de primeiro escalão,

chefiada pelo chanceler Pranab Mukherjee, para o funeral de

Bhutto, em um sinal de que o governo pretende manter os

esforços para reduzir as tensões.



Tópicos: INDIA, VIGILANCIA, BHUTTO