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Ingrid Betancourt está perto da morte, diz Sarkozy

Presidente francês reitera apelo pela libertação e diz que Farc serão responsáveis caso ela morra em cativeiro

01 de abril de 2008 | 13h 04
Associated Press e Reuters - REUTERS

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, fez um apelo aos guerrilheiros colombianos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) nesta terça-feira, 1, para que libertem a refém Ingrid Betancourt. Num pronunciamento televisionado, Sarkozy observou que a saúde da ex-candidata à Presidência colombiana deteriorou-se consideravelmente e que a franco-colombiana correria risco de morte.

 

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"A mais recente informação que nos chegou sobre Ingrid Betancourt é profundamente preocupante. Ela não tem mais forças para resistir a um seqüestro interminável que está se transformando em tragédia.".  "A França está e continuará mobilizada para um acordo humanitário", disse, acrescentando que seu governo está esperando por um sinal dos seqüestradores de Ingrid para organizar a missão de resgate.

A França tem pressionado pela libertação de Ingrid Betancourt, que tem nacionalidade francesa e colombiana e foi sequestrada pela Forças Revolucionárias da Colômbia. O primeiro-ministro francês François Fillon disse que o país poderia receber ex-combatentes das Farc como parte de uma possível troca de reféns.

 

Sarkozy fez o apelo nominalmente Manuel Marulanda, líder máximo da guerrilha. O líder francês disse que a Farc tem "um encontro marcado com a história" e será responsável por um crime caso ela morra.

 

Segundo o comitê pela libertação da refém, Ingrid está fazendo greve de fome desde o último dia 23 de fevereiro. A afirmação foi feita pelo presidente do comitê, Arnaud Mangiapan, à AFP. "Uma greve de fome em um hospital já é perigoso, porém na selva, é mortal. Por isso é claro que, por Ingrid, há uma urgência absoluta".