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Insulza convoca reunião extraordinária da OEA sobre o Equador

Secretário-geral do órgão, que esteve em Quito na sexta, quer informar a situação do país

04 de outubro de 2010 | 22h 37
Efe

WASHINGTON- A Organização dos Estados Americanos (OEA) realizará uma sessão extraordinária na qual o secretário-geral José Miguel Insulza apresentará um relatório sobre a visita urgente que fez ao Equador após a crise no país, informou um comunicado do órgão nesta segunda-feira, 4.

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Insulza viajou na sexta a Quito para expressar pessoalmente seu apoio solidariedade ao presidente Rafael Correa e informá-lo sobre a determinação do organismo de exigir aos setores da força pública rebelados um dia antes o cumprimento dos princípios e normas contidos na Carta Democrática Interamericana.

O titular da OEA, que na quinta passada conversou por telefone com Correa, também se reuniu em Quito com o chanceler Ricardo Patiño e com membros da Assembleia Nacional.

Em 30 de setembro os protestos de policiais e militares contra a eliminação de incentivos salariais e profissionais desatou uma crise no país, que culminou com um saldo de oito mortos e quase 300 feridos. O governo qualificou a revolta como uma tentativa de golpe de Estado.

No mesmo dia, a OEA reagiu com contundência e rapidez para repudiar a "tentativa de golpe de Estado" registrada no Equador e mostrou seu apoio unânime ao governo de Correa.

Hoje,a lei que causou a rebelião entrou em vigor de maneira automática no país, porque os membros da Assembleia Nacional se recusaram a debater a medida.

Na quinta, policiais do principal quartel da cidade, o Regimento de Quito, agrediram o presidente quando este tentou negociar com os manifestantes por uma lei que reduz os benefícios concedidos aos militares.

Depois de ser agredido, Correa foi levado a um hospital, onde permaneceu confinado durante horas até que alguns militares rebelados tomaram o local e trocaram tiros com policiais que faziam a segurança de Correa. O presidente, então, deixou o centro médico sob proteção.