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Insurgência na Nigéria começa a afetar economia

Conflito custa até 2% do PIB nacional, dinheiro que poderia ser gasto em obras de infraestrutura

10 de fevereiro de 2012 | 10h 26
CHIJIOKE OHUOCHA - REUTERS

LAGOS - Uma insurgência cada vez mais violenta, protagonizada pela seita islâmica Boko Haram no norte da Nigéria, afeta as finanças do país, por obrigar o governo a fazer gastos adicionais com a segurança.

Atentado do Boko Haram destruiu mercado na Nigéria - Efe
Efe
Atentado do Boko Haram destruiu mercado na Nigéria

O conflito custa até 2% cento do PIB nacional, dinheiro que poderia ser gasto em urgentes obras de infraestrutura.

A Boko Haram, que deseja a extensão do uso da sharia (lei islâmica) no mais populoso país da África, promove uma insurgência de baixa intensidade desde 2009.

A gravidade dos ataques e atentados, no entanto, aumentou nos últimos seis meses, mas essas ações geralmente se concentram no norte do país, uma região de maioria muçulmana e que passar por estagnação econômica. Lagos, principal centro comercial da Nigéria, e o Delta do Níger, maior zona petrolífera da África, têm sido pouco afetados.

Isso significa que investimentos estrangeiros em geral não têm sido afetados.

"O nordeste não é tão importante economicamente, então a não ser que comecem a explodir coisas em Lagos ou encontrem uma forma de perturbar os negócios numa maior escala, acho que os investidores estrangeiros estão preparados para conviver com a ameaça", disse o analista Alan Cameron, da firma de investimentos CSL, de Londres.

Investidores e gestores de carteiras temem, no entanto, que haja demoras em reformas estruturais na Nigéria, que tem uma das economias mais assoladas pela ineficiência e o desperdício na África, e que o governo não seja capaz de controlar seus gastos.


Tópicos: NIGERIA, INSURGENCIA