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Internautas lançam campanha para confundir censura iraniana

Usuários do Twitter pedem que perfis do site tenham Teerã como cidade natal; imprensa é vetada de protestos

16 de junho de 2009 | 19h 26
Gabriel Pinheiro - estadao.com.br

Após sucessivos bloqueios do Twitter pelo governo iraniano depois das eleições presidenciais, os usuários do serviço de microblogs lançaram nesta terça-feira, 16, mais uma ação de resistência à censura. Além da divulgação de proxys alternativos para a conexão - "máscaras" que escondem a nacionalidade do internauta -, agora ganha força no site uma campanha que pede que todos os perfis tenham Teerã, capital iraniana, como cidade natal, e ajustem a data de acordo com o horário do Irã. A medida serviria para confundir os censores iranianos, que têm reprimido protestos também na internet.

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Com o trabalho dos jornalistas estrangeiros vetado por Teerã, o Twitter, blogs e outras redes sociais se tornaram as principais fontes de informação sobre a crise política que tomou o país depois da votação de sexta-feira. Mir Hossein Mousavi, candidato moderado que alega ter sido vítima de fraude pelo presidente e candidato à reeleição Mahmoud Ahmadinejad, usa sua página no Twitter para divulgar mensagens de resistência e pedir apoio da população. Nesta terça, até uma coletiva de imprensa foi marcada através do site.

Usuários divulgam campanha no Twitter para confundir censura no Irã. Crédito: Reprodução

As páginas de partidários de Mousavi também têm sido bloqueadas pelos censores iranianos, mas internautas do mundo todo divulgam inúmeros "espelhos" - sites alternativos que copiam as informações para servidores de outros pontos do planeta - para driblar a censura.

Segundo a agência Reuters, o Departamento de Estado americano pediu nesta semana ao Twitter que adiasse uma manutenção para manter a comunicação no Irã, disseram três oficiais dos EUA. De acordo com as fontes, o Departamento de Estado interveio junto a executivos do site para o adiamento da manutenção que deixaria a página offline por 90 minutos na segunda-feira.

O pedido foi aparentemente atendido pelo Twitter, que manteve o serviço funcionando enquanto outros veículos eram fechados pelo governo. A medida também permitiu que Washington acompanhasse as informações divulgadas por testemunhas dos violentos protestos e choques entre partidários dos dois candidatos, que já deixaram sete mortos.



Tópicos: Irã, Eleições, Twitter