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Irã diz que bloqueio europeu pode levar petróleo a US$ 150

Parlamento decidirá sobre proibições durante a semana, em retaliação a sanções europeias

30 de janeiro de 2012 | 13h 03
Reuters

TEERÃ - Os preços do petróleo podem subir até US$ 150 o barril devido ao bloqueio da União Europeia ao produto vindo do Irã, disse neste domingo, 29, o vice-ministro do Petróleo do país à agência de notícias oficial IRNA.

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"Embora uma previsão precisa não possa ser feita, parece que vamos testemunhar um preço de US$ 120 a US$ 150 o barril no futuro", afirmou o vice-ministro do Petróleo do Irã, Ahmad Qalebani.

O preço do barril tipo Brent subiu para cerca de US$ 111,50 na sexta-feira, devido às expectativas de que o Parlamento iraniano votará pela paralisação das exportações para a UE na próxima semana, em retaliação aos planos do bloco de interromper todas as exportações do produto iraniano até julho.

O aumento das tensões entre o Irã e os países do Ocidente, decorrentes do programa nuclear iraniano, ajudaram a inflacionar o preço do barril tipo Brent em cerca de US$ 8 desde meados de dezembro. Entre as suas ameaças, o Irã diz que pode fechar o Estreito de Ormuz, saída crucial para escoação do petróleo no Oriente Médio.

Mas analistas dizem que o mundo deve ter mais oferta de petróleo no primeiro semestre deste ano, devido à produção adicional feita pela Arábia Saudita, Iraque e Líbia, que poderiam cobrir com sobras a perda do Irã como fornecedor após o bloqueio da UE, marcado para 1º de julho. Para os especialistas, essa "sobra" deve ser refletida no preço do produto.

O Parlamento iraniano deve debater, nesta semana, um projeto que cortaria o fornecimento de petróleo à UE em questão de dias, em resposta a uma decisão, tomada pelo 27 países do bloco na segunda-feira, de interromper as importações do Irã em julho.

A União Europeia também impôs uma série de outras sanções econômicas ao Irã, juntando-se aos Estados Unidos em uma nova rodada de medidas com o objetivo de impedir o desenvolvimento do programa nuclear iraniano.

Qalebani também alertou que as multinacionais do petróleo devem renovar seus contratos com o Irã ou perderão seus benefícios do segundo maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Sob os contratos, os investimentos são pagos em petróleo durante vários anos.