Irã julgará funcionários ingleses, diz aiatolá
Um clérigo xiita graduado do Irã disse hoje que alguns dos nove funcionários da Embaixada da Grã-Bretanha em Teerã, detidos na semana passada, serão julgados. O clérigo acusou a Grã-Bretanha de se envolver nos protestos dos iranianos contra o resultado das eleições presidenciais de 12 de junho. O anúncio foi feito pelo aiatolá Ahmad Jannati e alarmou as nações europeias. A Grã-Bretanha pressiona os outros países da União Europeia (UE) a retirarem todos os seus embaixadores de Teerã em protesto às detenções dos funcionários - um passo que a UE hesita em tomar. Dos nove funcionários detidos, o governo britânico diz que dois ainda não foram libertados.
A União Europeia reagiu convocando os embaixadores do Irã nos 27 países do bloco e pediu explicações sobre as detenções e exigiu que os funcionários sejam libertados. A União Europeia agora planeja revisar a situação com o Irã na próxima semana, a menos que os empregados sejam libertados antes, disse o chanceler da Suécia, Carl Bildt. A Suécia ocupa a presidência rotativa do bloco europeu. "Se os funcionários não forem libertados, a UE tomará novas medidas", disse o chanceler sueco, sem especificar o que deverá ser feito. O anúncio do clérigo iraniano foi feito um dia depois de a UE pedir pela primeira vez a libertação dos empregados, detidos em 27 de junho.
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