Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Internacional
Início do conteúdo

Irã proíbe imprensa internacional de cobrir protestos

Nota enviada para agências afirma que permissão para informar, fotografar ou filmar manifestações foi retirada

16 de junho de 2009 | 8h 37

As autoridades iranianas proibiram nesta terça-feira, 16, a imprensa internacional de cobrir qualquer ato na rua que não conte com a autorização do governo, incluindo o protesto convocado para esta terça contra a reeleição do presidente ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, afirmou o Ministério de Guia e Orientação Islâmica.

Veja também:

linkConselho de Guardiães do Irã anuncia recontagem de votos

linkManifestação contra Ahmadinejad termina com 7 mortos

linkAli Khamenei, líder supremo, torna-se árbitro político

linkObama se diz 'profundamente preocupado' com crise no Irã

linkPara Lula, protesto é choro de ''perdedores'' 

especialEspecial: Conflito eleitoral divide o Irã

som Podcast: Possibilidade de fraude na eleição é grande, diz especialista

lista Conheça os números do poderio militar do Irã

lista Altos e baixos da relação entre Irã e EUA

especial Especial: O programa nuclear do Irã

especial Especial: As armas e ambições das potências

Em um fax enviado ao escritório da agência Efe em Teerã, o ministério proíbe os jornalistas de assistirem às manifestações previstas na capital. A nota afirma que os jornalistas podem continuar trabalhando de seus escritórios, mas que todas as permissões para cobertura estavam canceladas. "Os jornalistas não têm permissão para informar, filmar ou tirar fotografias na cidade".

O anúncio foi feito após três dias de protestos nas ruas de Teerã contra o resultado das eleições, em que pelo menos sete pessoas teriam morrido. As manifestações chamaram a atenção da comunidade internacional para o quinto maior país exportador de petróleo e que está envolvido em um impasse por seu programa nuclear.

O candidato reformista derrotado nas eleições, Mir Hussein Mousavi, cancelou a manifestação desta terça-feira em um movimento para "proteger as vidas" de seus partidários. Simpatizantes do presidente Mahmoud Ahmadinejad planejavam um ato no mesmo local.