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Iraniana condenada a apedrejamento teria sido açoitada, diz filho

Sajjad recebeu informação por outro prisioneiro, mas não soube dizer se pena já foi cumprida

06 de setembro de 2010 | 13h 27
AE-AP - Agência Estado

TEERà- A iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada a apedrejamento por adultério, recebeu uma sentença de 99 chibatadas, após um jornal britânico publicar a foto de uma mulher sem véu identificada como ela por engano, disse hoje o filho da mulher presa. O Irã não confirmou oficialmente a nova sentença.  

Sakineh aguarda decisão sobre sua pena de morte - Reprodução
Reprodução
Sakineh aguarda decisão sobre sua pena de morte

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Sajjad Qaderzadeh, o filho de 22 anos da iraniana, disse não saber se a sentença foi de fato cumprida. Ele soube da nova punição através de um prisioneiro que saiu do centro de detenção onde sua mãe está internada. "A publicação da fotografia deu ao juiz a desculpa para sentenciar minha pobre mãe a 99 chibatadas, sob a acusação de ter tirado uma foto sem se cobrir", disse Qaderzadeh.

Mohammad Mostafaei, que foi advogado de Sakineh no Irã, disse em conversa com jornalistas que não está claro se realmente a mulher recebeu uma nova sentença pela foto. O jornal The Times, de Londres, desculpou-se em sua edição de hoje pela publicação da imagem da mulher erroneamente identificada como Sakineh.

O diário aponta, porém, que a nova sentença "é simplesmente um pretexto". "O propósito do regime é fazer com que Ashtiani sofra por uma campanha internacional para salvá-la que expôs tanta injustiça", afirma o jornal.

Sakineh foi condenada em 2006 por ter uma "relação ilícita" com dois homens. Também foi acusada de envolvimento na morte do marido. Ainda acabou sentenciada por uma corte às 99 chibatadas, após a publicação da foto.

Ainda naquele ano, ela foi condenada por adultério e sentenciada a morrer apedrejada, mesmo após se retratar de uma confissão que, segundo ela, foi feita sob coação. O Irã suspendeu essa sentença em julho, mas agora a mulher também foi condenada por envolvimento na morte do marido e poderia ser enforcada.