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Israel adverte sobre efeitos da Primavera Árabe

'Não pretendemos controlar nem prever os eventos, focamos apenas na nossa segurança', disse ministro da Defesa

11 de dezembro de 2011 | 17h 15
PATRÍCIA BRAGA - Agência Estado

Barak em Viena: islâmicos no poder seria 'perturbador' - Herwig Prammer/Reuters
Herwig Prammer/Reuters
Barak em Viena: islâmicos no poder seria 'perturbador'

VIENA - O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, advertiu neste domingo, 11, sobre os efeitos potencialmente erráticos de curto e médio prazos das mudanças políticas ocorridas no mundo árabe, mas sugeriu que no longo prazo as revoltas sociais podem beneficiar toda a região.

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"No longo prazo, a Primavera Árabe será extremamente importante", afirmou Barak durante um painel de discussões na Conferência de Política Mundial. "Entretanto, no curto e médio prazos o resultado será totalmente imponderável", afirmou ele.

A reunião desde final de semana contou com a participação de cerca de 150 líderes políticos e empresários do Oriente Médio e outras partes.

"Corremos o risco provável de a Irmandade Islâmica tomar conta de todas as sociedades, o que seria perturbador", afirmou Barak. Muitos observadores da região temem que esses grupos políticos possam reforçar o radicalismo islâmico em muitas das sociedades árabes, o que minaria os esforços em prol da democratização da região. "Não pretendemos controlar e nem prever os eventos, estamos apenas focados na nossa segurança", alegou Barak.

O ministro disse que Israel não tem planos de intervir na Síria, mas afirmou que a destituição do atual regime seria uma "bênção para o Oriente Médio".

As informações são da Dow Jones



Tópicos: Israel, Conferência