Israel analisará recurso de prisioneiro em greve de fome
A Suprema Corte de Israel marcou uma audiência para quinta-feira sobre o recurso de um prisioneiro palestino que realiza uma greve de fome sem precedentes há mais de dois meses, disseram autoridades e os advogados dele nesta segunda-feira.
Adnan Khader, membro do grupo militante Jihad Islâmica, exige que seja libertado imediatamente. Ele não foi acusado de nenhum crime e não sabe do que é suspeito. O caso de Adnan, de 33 anos, atraiu atenção entre os palestinos, levando multidões a realizar protestos regularmente em seu apoio.
A atitude de Adnan também chamou a atenção para a política de Israel de "detenção administrativa", segundo a qual palestinos podem ser mantidos presos sem acusação por meses, ou até anos. Tanto a União Europeia quanto a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmaram que estão acompanhando o caso de perto e pediram a Israel que dê a Adnan um julgamento público.
Adnan foi preso em 17 de dezembro e depois sentenciado a quatro meses de detenção administrativa. Ele deu início à greve um dia depois de ter sido preso, afirmando que foi espancado e humilhado.
Israel defende sua política como uma maneira de lidar com ameaças iminentes de segurança. O país afirma que divulgar as evidências contra suspeitos colocaria em risco sua rede de informantes. O capitão Eytan Buchman, porta-voz militar israelense, diz que Adnan é suspeito de atos que "ameaçam a segurança regional", mas não deu detalhes. As informações são da Associated Press.
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