Israel descarta interromper construções em Jerusalém

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, reiterou hoje que o governo israelense não interromperá as construções em Jerusalém Oriental. Há uma pressão internacional para que Israel congele essas obras, na área que os palestinos querem como capital de seu futuro Estado independente.

AE-AP, Agência Estado

06 Abril 2010 | 11h08

"Nós não podemos congelar construções em Jerusalém, nem no leste nem no oeste, nem para os árabes nem para os judeus, porque isso ameaçaria nossa soberania como um Estado em nossa própria capital", afirmou à rádio pública israelense.

Israel capturou Jerusalém Oriental, de maioria árabe, na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexou o território pouco depois. Essa ação, porém, não foi reconhecida pela comunidade internacional nem pelos palestinos.

Lieberman disse que a demanda internacional para que Israel se retire de toda a Cisjordânia e de Jerusalém Oriental não é realista. Os Estados Unidos trabalham há meses pela retomada das negociações indiretas de paz entre Israel e os palestinos, suspensas desde a guerra em Gaza, em dezembro e janeiro de 2008. Os palestinos se recusam a negociar sem o congelamento nas construções israelenses.

Segundo o site Ynet, Lieberman disse ainda que os palestinos não devem declarar sua independência unilateralmente, sem um acordo prévio com Israel. Para ele, isso poderia levar o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a tomar "decisões unilaterais", como romper acordos e até mesmo anexar partes da Cisjordânia. Com informações da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.