Israel destrói tenda de protestos em Jerusalém
A polícia israelense destruiu hoje uma tenda de protesto armada no último verão, perto de duas casas onde famílias palestinas foram despejadas para abrir espaço para colonos judeus, segundo testemunhas.
A polícia chegou ao local no meio da manhã e destruiu a tenda, que nas últimas semanas foi foco de protestos contra a política israelense em Jerusalém Oriental, uma área de maioria árabe. Ativistas palestinos e estrangeiros reconstruíram a estrutura, mas a polícia retornou e a destruiu novamente.
A Prefeitura de Jerusalém disse ter recebido uma "denúncia anônima" sobre a tenda e que deu ao proprietário três dias para obter uma permissão formal para a estrutura. Caso contrário, a instalação seria destruída, o que de fato ocorreu.
Em agosto, a polícia retirou duas famílias - 53 pessoas, incluindo 29 menores - de suas casas, após a Suprema Corte de Israel atender a um pedido de uma associação de colonos pedindo as propriedades. Os despejos geraram condenação internacional, inclusive dos Estados Unidos, aliado mais próximo de Israel.
Discriminação
Israel também desafiou os pedidos internacionais para que pare de demolir residências palestinas construídas em Jerusalém Oriental sem permissões oficiais. Na terça-feira, autoridades israelenses derrubaram cinco casas na área. O chefe da diplomacia da UE, Javier Solana, demonstrou preocupação com as demolições e pediu que Israel "pare com as medidas discriminatórias".
Os moradores árabes reclamam que é praticamente impossível obter permissões da municipalidade israelense para novas casas ou mesmo reformas em Jerusalém Oriental. Por essa razão há milhares de estruturas ilegais na área.
Israel capturou a maior parte de Jerusalém Oriental durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Os israelenses consideram Jerusalém como sua capital "unificada e eterna". A comunidade internacional nunca reconheceu o direito de Israel a todo o território. Os palestinos querem que Jerusalém Oriental seja a capital de seu futuro Estado independente. Vivem na cidade 200 mil judeus israelenses e 268 mil palestinos.
As informações são da Dow Jones.
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