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Israel não prorrogará moratória de assentamentos, diz chanceler

Lieberman rejeita que paralisação da construção de assentamentos esteja ligada a negociações

28 de julho de 2010 | 9h 46
estadão.com.br

JERUSALÉM - Israel não planeja estender a interrupção da construção de novos assentamentos na Cisjordânia para depois de setembro, disse nesta quarta-feira, 28, o ministro de Exteriores do país, Avigdor Lieberman, segundo informações do jornal israelense Ha'aretz. O chanceler ainda rejeitou qualquer ligação entre a moratória e o início das negociações de paz diretas com os palestinos.

Lieberman disse que fim da paralisação ocorrerá em 25 de setembro - Amir Cohen/Reuters
Amir Cohen/Reuters
Lieberman disse que fim da paralisação ocorrerá em 25 de setembro

Rejeitando uma das condições impostas pela Autoridade Nacional Palestina (ANP) para o início do diálogo direto, Lieberman disse, em entrevista coletiva junto do chanceler espanhol, Miguel Angel Moratinos, que não há como ligar as negociações à paralisação das construções.

"É preciso começar as conversas diretas, mas não temos espaço para uma moratória depois de 25 de setembro", disse. A paralisação havia sido declarada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em novembro após meses de pressão do governo americano e para encorajar a ANP a negociar.

Os palestinos, porém, classificaram a moratória como insuficiente, já que era parcial e limitado a apenas 10 meses. A paralisação anunciada não incluía o fim das construções em Jerusalém Oriental, área que os palestinos reclamam como capital de seu futuro Estado.

Os lados iniciaram negociações indiretas após mais de um ano e meio de paralisação total das conversas. O atual diálogo é mediado pelo enviado especial dos EUA à região, George Mitchell, mas não tem apresentado progressos devido às acusações que israelenses e palestinos trocam de "impedir o avanço".

Netanyahu pressionou os palestinos pelo início do diálogo direto, mas Mahmoud Abbas, presidente da ANP, disse no domingo que isso só será possível se houver progresso nas discussões sobre "assuntos de segurança, de fronteira e da paralisação da construção de novos assentamentos".