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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009, 07:20 | Online

Israel suspenderá ataques por 3 horas para ajuda humanitária

Governo israelense analisa proposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza da França e do Egito, apoiada pelos EUA

Agências internacionais

Israel suspenderá ataques por 3 horas para ajuda humanitária
JERUSALÉM -  O Exército israelense anunciou que suspenderá por três horas por dia os bombardeios na Faixa de Gaza para facilitar o acesso da ajuda humanitária aos palestinos, segundo fontes militares afirmaram nesta quarta-feira, 7. Na véspera, o governo de Israel concordou com a criação de um "corredor humanitário" para enviar suprimentos aos moradores da Faixa de Gaza. "A ideia é que o Exército israelense deponha armas entre 9h e 12h (horário de Brasília), todos os dias a partir de hoje, na região da Cidade de Gaza", afirmou a fonte à Reuters sob anonimato.

 

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Oficiais palestinos na Faixa de Gaza disseram que foram informados por Israel de que os ataques seriam interrompidos durante o período anunciado para permitir que as lojas abram e os funerais das vítimas sejam realizados. O escritório do primeiro-ministro interino de Israel, Ehud Olmert, disse em comunicado que a ideia do corredor humanitário partiu do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e que foi aceita por ele. Sob o plano, Israel suspenderá o ataque em áreas específicas da Faixa de Gaza para permitir que os moradores recebam suprimentos. O comunicado, expedido na madrugada da quarta-feira (horário local) diz que o objetivo é "evitar uma crise humanitária na Faixa de Gaza".

 

Novos ataques e explosões foram registradas em todo o território palestino no 12º dia da campanha militar israelense contra o Hamas. Aviões e helicópteros de guerra acertaram 30 alvos durante a noite, enquanto artilharia em terra e navios de guerra na costa dispararam contra militantes palestinos em apoio às tropas israelenses em combate. Israel afirma que a operação pretende acabaram com o lançamento de foguetes israelenses contra as comunidades israelenses que vivem no sul do país. Cerca de 670 palestinos, incluindo pelo menos 300 civis - pelo menos 130 menores de 16 anos -, foram mortos durante a campanha, e mais de 2.900 foram feridos. Sete soldados israelenses e três civis foram mortos desde que a operação começou, em 27 de dezembro.

 

Nesta quarta, Israel e o Hamas estudam a proposta de cessar-fogo apresentada pelo Egito, que ganhou apoio dos Estados Unidos e da Europa após o bombardeio israelense que matou pelo menos 40 palestinos em uma escola da ONU. Oficiais de Israel, sob anonimato, afirmaram que Olmert está avaliarão a proposta ou se reforçarão a ofensiva, enviando soldados para dentro das cidades e campos de refugiados de Gaza.

 

Apresentado durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU em Nova York, na noite de terça-feira pelo presidente egípcio, Hosni Mubarak, e pelo líder francês, Nicolas Sarkozy, o plano prevê a retomada do envio de ajuda humanitária a Gaza e negociações a respeito da segurança na fronteira entre israelenses e palestinos. Segundo a BBC, a proposta foi bem recebida pela secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, que pediu por uma trégua que seja "durável e que garanta a segurança".  Também pede a retomada de diálogo sobre uma reconciliação entre o Hamas e a Autoridade Palestina, que perdeu o controle de Gaza para o grupo em meados de 2007.


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