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Japão diz que não pagou resgate pela libertação de jornalista no Afeganistão

Profissional foi libertado por ser muçulmano; autores do sequestro ainda não foram identificados

06 de setembro de 2010 | 2h 24
Efe

TÓQUIO - O governo japonês assegurou no domingo, 5, que não pagou o resgate pela libertação do jornalista freelancer japonês, Kosuke Tsuneoka, sequestrado no Afeganistão desde março passado, informou a agência japonesa Kyodo.

O porta-voz de governo, Yoshito Sengoku, negou em entrevista coletiva que tenha feito um pagamento por parte do governo do Japão para libertar Tsuneoka, neste sábado, e agradeceu a ajuda das autoridades de Cabul no processo.

Tsuneoka, de 41 anos, cujo estado de saúde é bom, foi libertado no sábado, 4, em Kunduz após cinco meses de cativeiro, e espera-se que chegue ao Japão na noite desta segunda-feira. Em junho, fontes das forças de segurança afegãs disseram que o talibã pediu ao governo afegão o pagamento de um resgate por Tsuneoka e que tinham sido iniciadas negociações no valor de várias centenas de milhares de dólares.

Segundo a agência afegã AIP, a libertação do jornalista aconteceu graças às negociações com um comandante talibã local, embora a embaixada japonesa em Cabul tenha assegurado que a afiliação dos sequestradores não está clara.

A agência de notícias assegurou que Tsuneoka foi liberado porque é muçulmano e os sequestradores queriam que comemorasse o fim do Ramadã com sua família. Por enquanto, nenhum grupo insurgente assumiu a autoria do sequestro, enquanto Tsuneoka assegurou através da sua conta na rede social Twitter que seus sequestradores são "um grupo de facções armadas corruptas". Na opinião do repórter, o grupo tinha-se feito passar por talibã para "tentar extorquir" o governo japonês.