John Edwards afirma que não quer ser vice de Obama
Terceiro colocado nas prévias democratas diz que Hillary 'tem muito para oferecer aos EUA e ao mundo'
O senador John Edwards, duas vezes pré-candidato democrata para a Presidência dos EUA, não deseja mais uma vez concorrer à Vice-Presidência na candidatura de seu partido à Casa Branca, como fez há quatro anos para compor a chapa com John Kerry. Veja também: Hillary e Obama discutem 'união' em reunião privada 'Escolha de vice só depende de Obama', diz Hillary Obama busca agora um vice Casal Clinton não perde influência Cronologia da disputa entre Hillary e Obama Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA "Já fui candidato (a vice) em 2004. Quero trabalhar muito na campanha, mas a Vice-Presidência não é algo que eu deseje", diz Edwards em entrevista ao jornal La Vanguardia. O senador descarta que vá acompanhar Obama na campanha democrata que enfrentará o republicano John McCain nas eleições de novembro e evita dar declarações sobre o futuro candidato à Vice-Presidência de seu partido. "Obama está fazendo o que deve fazer um bom candidato: manter abertas todas as opções", declara. Edwards lembra que Obama "deve ter o privilégio de escolher seu gabinete" e pede um cargo importante para a senadora Hillary Clinton, pois ela "tem muito a oferecer aos EUA e ao resto do mundo. Seríamos beneficiados caso ela tivesse algum cargo de liderança". Na opinião de Edwards, Hillary "é uma política maravilhosa" a quem ele não vai precisar dizer o que fazer, além disso, ela "mostrou uma extraordinária resistência e foi uma grande pré-candidata". Edwards, que expressou seu apoio a Obama após sair da corrida pela nomeação democrata no início do ano, considera que "a visão dos EUA no mundo" terá uma importância grande na hora de decidir o voto em novembro. Neste sentido, ele afirma que uma vitória de Obama "mudará a imagem dos EUA" no mundo, começando pela decisão de retirar as tropas americanas do Iraque no prazo de "aproximadamente 16 meses". O senador diz estar "seguro" de que as tropas de seu país sairão do Iraque com Obama como presidente e que isto será benéfico para todos. "Não falo de tropas, mas de um esforço multilateral para estabilizar o Iraque", declara. "Iremos nos aproximar do mundo de forma mais amigável e isto será muito melhor", explica Edwards, para quem os americanos têm diante de si "um dilema muito grande e muito simples". Por um lado, diz, "um candidato (John McCain) que, embora não seja George Bush, nem esteja 100% de acordo com ele (Bush), apóia muitas de suas políticas nacionais e exteriores, e que manterá (se for eleito) a mesma política de impostos, a mesma no Iraque, no setor da saúde no Irã e em muitas outras áreas". Do outro lado está "o senador Obama, que oferece uma visão muito diferente, na qual mostramos nossa força, mas respeitando as instituições internacionais". "O que Obama oferece é a cooperação com o resto dos países e isto é crucial para enfrentar os grandes desafios: mudança climática, apostas no ecossistema, crescimento demográfico, terrorismo, pobreza extrema e muitos outros temas", afirma.
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