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Justiça da Argentina confirma intervenção judicial na Papel Prensa

Medida tinha sido pedida pelo governo por supostas irregularidades administrativas na empresa

03 de setembro de 2010 | 21h 12
Reuters

BUENOS AIRES- Um juiz argentino ratificou nesta sexta-feira, 3, a intervenção judicial na empresa Papel Prensa, vigente desde março após pedido do Poder Executivo. Na quarta, outra Câmara havia revogado a medida por considerar que não há perigo que a justifique.

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"Ainda não é possível tornar operativa a decisão da Câmara de cessar a intervenção a Papel Prensa", afirmou o juiz Eduardo Malde em sua decisão de hoje. Segundo o magistrado, a decisão não está firme até que o prazo de apelações seja encerrado.

A intervenção foi disposta como medida cautelar por supostas irregularidades administrativas que, segundo o governo, afetavam os interesses do Estado, proprietário de 27,46% da Papel Prensa. O jornal Clarín possui 49% da empresa, e o La Nación, 22%.

Analistas afirmam que a disputa judicial será intensa, por causa do jogo de interesses entre o governo e a posição dos jornais proprietários da única fabricante de papel-jornal do país.

O governo de Cristina Kirchner acusa o Clarín e o La Nación da haver atuado em cumplicidade com a ditadura militar para apoderar-se da Papel Prensa em 1976, a única produtora de papel-jornal do país.

Os dois diários negam a acusação e denunciaram a "perseguição empresária e pessoal que vem sendo submetidos pelo Poder Executivo Nacional" mediante "falsas acusações".