Ku Klux Klan diz que Barack Obama é apenas 'metade negro'
Filho de americana branca, presidente 'não cresceu num ambiente negro', afirma diretor de organização racista
Depois da vitória de Barack Obama, o diretor nacional da Ku Klux Klan, organização que defende a supremacia branca, disse que o presidente americano eleito é apenas "metade negro". "Obama se tornou o primeiro presidente mulato dos Estados Unidos. Eu sei que vocês estão ouvindo que ele é o primeiro presidente negro, mas isso não é verdade", afirmou Thomas Robb, em uma mensagem no site do grupo. "Ele não cresceu num ambiente negro, ele cresceu com sua mãe [uma americana branca], porque seu pai [um queniano negro] fez o que é muito comum entre os homens negros (...) os abandonou", completou. Veja também: Família Obama se adapta à nova vida Especial: Festa por mudança Veja o perfil do novo presidente Trajetória de Obama Leia íntegra do discurso da vitória de Obama e veja vídeo Guterman: Obama é o resgate do 'espírito americano' Blog: Brasileiros nos EUA Estadao.com.br na terra dos Obamas Diário de bordo da viagem ao Quênia Veja a apuração das eleições Entenda o processo eleitoral Cobertura completa das eleições nos EUA "Obama só viu seu pai negro uma vez, quando ele tinha dez anos. Essa eleição está nos chocando? claro que não. Nós temos dito que se as pessoas brancas não começarem a se unir, é exatamente isso o que acontece", acrescenta a nota. "Cada vez que a televisão mostrar uma imagem de Obama, isso nos lembrará que nosso povo perdeu poder nesse país." Ku Klux Klan é um termo usado para se referir a organizações nos EUA que defendiam a supremacia branca e promoviam o protestantismo. A Ku Klux Klan original foi fundada por ex-membros do Exército Confederado em 1866 e buscou devolver aos democratas o poder no sul do país. Um segundo grupo, mais conservador, foi fundado perto de Atlanta em 1915. Baseava-se nas tradições e combatia a crescente entrada de católicos, judeus, negros, asiáticos e outros imigrantes nos EUA com uma série de atrocidades, como assassinatos e estupros. Esse grupo racista teve grande projeção e chegou a ter 4 milhões de membros em seu auge nos anos 20. O nome Ku Klux Klan vem de Kyklos, palavra grega para círculo. Outra explicação, citada pelo escritor Arthur Conan Doyle, diz que se trata de uma onomatopéia de um fuzil sendo engatilhado.
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