Latino-americanos e caribenhos criam 'OEA do B' em Cancún
Novo organismo reúne 24 países da região e não conta com a presença dos Estados Unidos e do Canadá
A Cúpula de Unidade da America Latina e do Caribe aprovou nesta terça-feira, 23, em Cancún, no México, a criação da comunidade dos Estados latino-americanos e caribenhos. O grupo, que não conta com a presença de EUA e Canadá, reúne 24 países da América Latina.
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"Decidimos primeiro constituir a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos, como um espaço regional próprio que una todos os Estados", disse o presidente mexicano, Felipe Calderón.
O novo organismo assumirá o 'espólio' do Grupo do Rio e da Cúpula da América Latina e do Caribe (CALC). O nome definitivo do grupo será definido ao longo de sua consolidação. As próximas reuniões acontecerão na Venezuela, em 2011, e no Chile, em 2012.
"Como propôs o presidente cubano, Raúl Castro, o nome não é o primordial", explicou Calderón. Raúl Castro, por sua vez, qualificou a criação do novo mecanismo como "de transcendência histórica".
"Estão dadas as condições para avançar para a constituição de uma organização regional puramente latino-americana e caribenha e que represente as 33 nações independentes da América Latina e do Caribe", afirmou.
O único país da região não presente no encontro é Honduras, que não foi convidado por estar suspenso da Organização dos Estados Americanos (OEA), após o golpe de Estado em junho passado contra
o então presidente Manuel Zelaya.
As lideranças presentes concordaram com a criação da nova entidade, mas divergem sobre se ela deve ou não substituir a OEA, na qual participam EUA e Canadá. Para alguns, a OEA é um organismo incapaz de resolver as disputas regionais.
Até que se constitua em sua totalidade o novo organismo, a cúpula de unidade será um "foro unificado", que preservará o Grupo do Rio e a Cúpula da América Latina e do Caribe sobre
Integração e Desenvolvimento (CALC).
O órgão buscará promover a cooperação entre os membros por meio de mecanismos regionais e tem como princípios o respeito ao direito internacional, à igualdade soberana das nações, a promoção da democracia e dos direitos humanos e a oposição ao uso da força.
Com informações da Efe e da Agência Estado
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