Líder do Hamas diz que ao menos oito frotas partirão para Gaza após a Copa
Alto dirigente do partido palestino diz que vários barcos com ajuda humanitária são esperados
CIDADE DE GAZA - Israel deve esperar pelo menos mais oito frotas de ajuda humanitária direcionada a Gaza após a realização da Copa do Mundo da Fifa, disse nesta segunda-feira, 28, um líder do partido militante palestino Hamas ao jornal britânico The Independent, citado pelo diário israelense Ha'aretz.
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"Depois da Copa do Mundo, pelo menos oito navio virão do Golfo", disse Mahmoud Zahar. O líder do Hamas também disse esperar que durante o mês do Ramadã, período sagrado para os muçulmanos, "muitos outros barcos" devem partir em direção ao território palestino.
Zahar destacou a possibilidade de que o Egito também possa bloquear frotas humanitárias destinadas a Gaza e disse que o país tem "tantos direitos quanto Israel segundo a lei internacional, mas que o Egito jamais estaria apto a agir contra essa campanha".
O líder do Hamas também reiterou suas críticas ao que chamou de rejeição de Israel a uma troca de prisioneiros pelo soldados israelense Gilad Shalit, prisioneiro dos palestinos desde 2006. "Até agora, as intenção de Israel não é chegar a um acordo", disse.
Investigações internacionais
Os questionamentos sobre o bloqueio que Israel impõe a Gaza e o envio de frotas humanitárias voltaram a ganhar espaço por conta do ataque de Israel contra um navio que levava ajuda a Gaza. O episódio deixou nove civis turcos mortos e causou reações na comunidade internacional, principalmente por parte dos países islâmicos e árabes.
A comissão organizada por Israel que investiga o caso do dia 31 de maio se reuniu pela primeira vez nesta segunda. Um dos observadores internacionais, o norte-irlandês David Trimble, disse que o processo será "sério e rigoroso". "Espero que a investigação faça uma boa contribuição para a paz na região".
Os membros da comissão se juntaram para criar diretrizes e um cronograma para ouvir as testemunhas e determinar os procedimentos para as investigações. A maioria das audiências será aberta para o público e para a mídia, embora haverá encontros fechados nos quais a equipe reunirá informações sensíveis que possam afetar a política externa e a segurança de Israel.
O comitê de investigação foi apontado por Israel, que só incluiu dois membros internacionais por pressão da Organização das Nações Unidas (ONU). Os inspetores também examinarão as condições relacionadas a segurança que justificam a imposição do bloqueio a Gaza.
Israel mantém o bloqueio a Gaza desde 2007, quando o grupo militante palestino Hamas tomou o controle do território à força. O governo israelense impões restrições de viagens e entrada de ajuda à Faixa de Gaza. Israel atualmente só permite a entrada de ajuda humanitária a Gaza através de pontos controlados na fronteira terrestre entre os territórios, embora tenham tomado medidas para aliviar o embargo.
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