Líder do Parlamento iraniano critica postura de países europeus
Reino Unido, Alemanha e França são acusados por Ali Larijani de instigar os distúrbios que acontecem no Irã
O presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, pediu neste domingo, 21, aos legisladores que reconsiderem as relações com Reino Unido, Alemanha e França, nações acusadas de instigar os distúrbios que sacodem o país desde a divulgação dos resultados do pleito presidencial do último dia 12.
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Segundo a rádio estatal, Larijani classificou como "vergonhosa" a postura adotada pelas três potências europeias e pelos Estados Unidos. Em resposta, sugeriu à Comissão de Assuntos Exteriores do Parlamento que "repense os laços com os três países europeus".
O pedido do parlamentar foi feito horas depois de o ministro de Assuntos Exteriores, Manouchehr Mottaki, ter acusado Alemanha, França e Reino Unido de tentar interferir nos assuntos internos do Irã. "Os políticos de certos países fizeram declarações intrusivas e irresponsáveis (...). Eles deveriam pensar duas vezes antes de questionar o processo democrático das últimas eleições", afirmou Mottaki.
Ele foi especialmente duro com a Chancelaria britânica, que estaria perturbando a paz no Oriente édio para "proteger o Estado sionista (Israel)". Além disso, pediu à França que se desculpe pelas declarações do presidente Nicolas Sarkozy, que disse ter certeza de que são verdadeiras as denúncias de fraude nas eleições. Sobre os diplomatas alemães, o ministro iraniano disse que estão "intimidados" por Israel.
Recontagem de votos
Líderes ocidentais defenderam neste domingo uma recontagem de votos justa no Irã e pediram que o país aceite manifestações pacíficas. O secretário de Relações Exteriores da Inglaterra, David Miliband, rejeitou acusações de que governos de outros países estejam interferindo em questões iranianas, segundo a Reuters.
Ele minimizou comentários do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad que pediram para os Estados Unidos e a Inglaterra pararem de interferir nos assuntos internos da república islâmica. "O Reino Unido é categórico em sua posição de que cabe ao povo iraniano escolher o governo e às autoridades iranianas assegurarem a integridade do resultado e a proteção de seu próprio povo."
A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu que as autoridades iranianas recontem votos, evitem usar violência contra manifestantes, libertem membros detidos da oposição e permitam a cobertura livre da imprensa sobre as manifestações. "A Alemanha está do lado do povo iraniano, que quer exercitar seu direito de liberdade de expressão e de promover reuniões livres", disse ela em comunicado.
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