Líder opositor argentino pede mudanças no gabinete de Cristina
Francisco de Narváez, que venceu as eleições parlamentares em Buenos Aires, diz que precisa haver 'consenso'
O peronista dissidente Francisco de Narváez, um dos vencedores das eleições legislativas ocorridas no domingo na Argentina, pediu nesta segunda-feira, 29, "mudanças" no governo de Cristina Kirchner, após o anúncio dos resultados oficiais das eleições parlamentares. "Espero que a presidenta leia bem o resultado das eleições", disse.

O gabinete de ministros de Kirchner "requer mudanças, homens e mulheres que creiam no diálogo", disse De Narváez, que derrotou no Congresso o ex-presidente Néstor Kirchner, esposo e antecessor da atual governante, na eleição para deputados da província de Buenos Aires, o maior distrito eleitoral do País.
De Naváez, um dos líderes da União-Pró, uma aliança de peronistas dissidentes com a conservadora Proposta Republicana (Pro), sustentou que os resultados eleitorais do domingo demonstram que o país necessita de um Parlamento "de consenso e diálogo".
"Ninguém pode ostentar as maiorias, a saúde da democracia pede equilíbrios, temos que buscar consensos, agora ninguém pode usar uma maioria para não debater e discutir problemas", apontou em declarações ao diário Lá Nación e rádios locais. Deve-se "evitar que o governo leia equivocadamente o resultado das eleições, que se radicalize e não dialogue. Nossa vocação é cooperar", acrescentou.
As declarações de De Narváez vão ao encontro da situação em outros distritos, onde devem ocorrer mudanças no governo devido às derrotas oficialistas, que fizeram com que o atual bloco governista perdesse a maioria que tinha no Parlamento.
De Narváez, um empresário colombiano de 55 anos que se nacionalizou argentino, é o principal aliado do prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, também líder do Pro, cujas listas de candidatos ganharam com grande diferença a eleição de deputados na capital argentina.
No domingo, "houve uma mensagem contundente a favor de mudanças em todo o país", afirmou Macri em uma entrevista coletiva, na qual insistiu que "começava uma nova etapa para a Argentina".
Especialistas estimam que de cada dez argentinos, sete votaram contra o governo nas eleições de domingo para renovar metade dos 257 deputados e um terço dos 72 senadores, além de legislações municipais e provinciais.
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