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Líderes comemoram readmissão de Honduras na OEA

Lobo e Zelaya elogiam decisão de órgão e evitam críticas ao Equador, que votou contra

01 de junho de 2011 | 21h 19
estadão.com.br


Maria Antonieta Guillen, vice-presidente hondurenha, na sessão da OEA

TEGUCIGALPA - O presidente de Honduras, Porfírio Lobo, agradeceu nesta quarta-feira, 1º, a todos os países do continente americano por aprovarem a reintegração de seu país à Organização dos Estado Americanos (OEA) depois de dois anos de suspensão. Outro que saudou a decisão foi o ex-presidente Manuel Zelaya, cuja queda após um golpe de Estado em junho de 2009 originou a saída hondurenha do órgão.

A votação que aprovou a readmissão de Honduras na OEA ocorreu nesta quarta. Dos 33 membros do órgão, apenas o Equador se opôs à resolução que aprovou a readmissão. Mesmo assim, Lobo fez questão de agradecer "a todos os países da América". "Estaremos presentes para trabalhar para uma América mais unida e fortalecida", disse o presidente.

"Agradeço a vontade expressada por todos os países na OEA, inclusive ao Equador", disse ele, que acompanhou a votação pela televisão da residência oficial do governo em Tegucigalpa. Quito se opôs à readmissão por alegar que as autoridades hondurenhas não investigaram devidamente as violações de direitos humanos cometidas durante os sete meses de governo de facto de Roberto Micheletti, no período pós-golpe.

Zelaya, o presidente derrubado no golpe em questão, também se pronunciou em favor do reingresso de Honduras, de acordo com a agência AFP. "Hoje, o golpe de Estado saiu derrotado porque eles não são aceitos, e isso ficou muito claro a nível internacional", disse o ex-presidente à Rádio Globo. Ele voltou ao país no domingo depois de mais de um ano sem autorização para retornar.

Para Zelaya, "a readmissão de Honduras é a volta do país ao debate internacional". Sobre o voto negativo do Equador, ele reconheceu que "o país tem o direito de se expressar dessa forma".

O texto aprovado pela OEA anula a resolução que suspendeu Honduras do órgão, mas não inclui especificações para que os responsáveis intelectuais e materiais do golpe contra Zelaya sejam levados a julgamento.

A solicitação do chanceles da Venezuela, Nicolás Maduro, realizada a portas fechadas com sua colega colombiana, María Angela Holguín, e o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, para que o parágrafo fazendo tais exigências fosse incluso no texto atrasou a votação em três horas.

Com informações da agência Efe.