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Lobo toma posse nesta quarta e Zelaya deve deixar Honduras

Presidente eleito espera colocar fim à crise política do país, iniciada no dia 28 de junho com golpe de Estado

27 de janeiro de 2010 | 7h 16
estadao.com.br

O presidente eleito de Honduras, Porfirio Lobo, assume o poder nesta quarta-feira, 27, esperando pôr fim à crise política que afeta o país desde a deposição do presidente Manuel Zelaya, em 28 de junho. O líder deposto, que desde setembro está na embaixada brasileira, deve deixar ainda nesta quarta o país rumo à República Dominicana.

Lobo considera que Honduras não pode se isolar da comunidade internacional - Associated Press
Associated Press
Lobo considera que Honduras não pode se isolar da comunidade internacional

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Na terça-feira, a Justiça hondurenha inocentou os militares que prenderam e expulsaram Zelaya do país. "Não acredito que os acusados agiram com dolo, mas com o fim de preservar a democracia em Honduras. Eles evitaram o derramamento de sangue humano, inclusive o do próprio senhor Zelaya", afirmou o presidente da Corte Suprema, Jorge Rivera em comunicado entregue à imprensa.

Zelaya, por sua vez, assegurou que sua intenção é voltar um dia a seu país. "Minha ideia é retornar um dia. Não sei quanto tempo passará, mas quero voltar um dia, sou um hondurenho de verdade", disse Zelaya à emissora local "Globo", afirmou o presidente deposto.

Com pouca presença internacional devido ao isolamento sofrido por seu país após o golpe de Estado, até agora, apenas quatro presidentes e um vice-presidente confirmaram sua presença na posse do novo governante hondurenho.

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São eles os presidentes da Guatemala, Álvaro Colom; do Panamá, Ricardo Martinelli; da República Dominicana, Leonel Fernández; de Taiwan, Ma Ying-jeou; e o vice-presidente da Colômbia, Francisco Santos.

Ofensiva diplomática

Lobo, líder do Partido Nacional, venceu a Presidência em uma segunda tentativa depois de perder no pleito de 2005 para Zelaya, do Partido Liberal. O futuro presidente considera que Honduras não pode continuar isolado, e por isso anunciou uma ofensiva diplomática para fazer com que a situação se normalize.

A ofensiva começará "no dia em que assumir", reiterou Lobo na semana passada em declarações a jornalistas em Tegucigalpa, após voltar da República Dominicana, onde se reuniu com o presidente desse país, Leonel Fernández.

Lobo e Fernández assinaram em Santo Domingo um acordo para que Zelaya possa sair de Honduras e viajar para República Dominicana com um salvo-conduto, medida que o presidente deposto agradeceu e considerou como "um bom gesto" do próximo presidente hondurenho.

Zelaya viajará junto com alguns familiares e colaboradores mais próximos na próxima quarta-feira para a República Dominicana no mesmo avião em que Fernández voltará da posse de Lobo, informou o assessor e porta-voz do governante derrubado, Rasel Tomé.

Com informações das agências Efe e Associated Press