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Lula diz que acordo nuclear com Irã é 'uma vitória da diplomacia'

Para presidente, pacto de troca de material atômico só foi possível com base na confiança

17 de maio de 2010 | 8h 32
EFE

RIO - O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta segunda-feira, 17, que o acordo alcançado com o Irã para realizar a troca de urânio na Turquia é "uma vitória para a diplomacia".

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"A diplomacia sai vencedora hoje. Creio de que foi uma resposta de que é possível, com diálogo, construir a paz, construir o desenvolvimento", afirmou Lula em seu programa radiofônico semanal transmitido pela emissora pública brasileira diretamente de Teerã.

O mandatário brasileiro afirmou que "não é possível fazer política sem ter uma relação de confiança" e insistiu que se deve "crer nas pessoas", em alusão à desconfiança que os Estados Unidos e os países europeus mantêm com a república islâmica.

“Há um milhão de razões para termos argumentos para construir a paz e não há nenhuma razão para construirmos a guerra. O Brasil acreditou que era possível fazer o acordo. Mas o que é importante é que nós estabelecemos uma relação de confiança", avaliou.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorin, também falou sobre o programa e reiterou que o acordo "deve ser suficiente" para evitar as sanções ao Irã por parte da comunidade internacional, como já havia dito em uma conferência de imprensa em Teerã.

"Naturalmente, este acordo não vai resolver todos os pontos que existem na questão nuclear. Mas é o passaporte para que se possa haver negociações mais amplas que aumentem a confiança da comunidade internacional", opinou Amorin.

O ministro disse que o Brasil falou com todos os interlocutores, incluindo Estados Unidos, França, Rússia e China, "levando em conta suas preocupações" nas negociações."

O chefe da diplomacia brasileira considerou que agora o Irã poderá exercer seu "direito legítimo" à energia nuclear para fins pacíficos, incluindo a possibilidade de "enriquecimento" de urânio.

O acordo é parecido com a proposta formulada pelo grupo 5+1 (os cinco países com assentos permanentes no Conselho de Segurança mais a Alemanha) em outubro passado e permitirá o envio do urânio iraniano para a Turquia, aonde ficará armazenado até que o país persa receba no prazo de um ano 120 quilogramas de urânio enriquecido a 20 por cento.

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