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Magnata se diz disposto a obter participação em mesquita de Nova York

Donald Trump não considera Marco Zero área 'espetacular', mas quer resolver impasse sobre construção

09 de setembro de 2010 | 18h 24
AP

NOVA YORK- O magnata Donald Trump ofereceu nesta quinta-feira, 9, adquirir a participação de um dos principais investidores na sociedade que controla o terreno onde um grupo muçulmano planeja construir um centro islâmico e uma mesquita, no chamado Marco Zero, onde ficavam as Torres Gêmeas antes dos ataques de 11 de setembro.

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A oferta foi imediatamente recusada. "Esta é apenas uma tentativa barata de conseguir publicidade e atenção", afirmou Wolodymyr Starosolsky, um advogado do investidor Hisham Elzanaty.

Em um comunicado divulgado hoje por um dos assessores de Trump, o investidor do mercado imobiliário diz a Elzanaty que está disposto a comprar sua participação no edifício localizado na Baixa Manhattan, com um acréscimo de 25% no preço original.

Segundo Trump, ele está fazendo a oferta não porque acredite que a localização do edifício seja "espetacular", mas porque colocaria fim "a uma situação muito séria, incendiária e atualmente decisiva".

Não se sabe se Elzanaty tem controle total sobre a construção, propriedade de um grupo investidor de oito integrantes administrado pela Soho Properties.

O projeto despertou críticas dos familiares das vítimas dos atentados de 2001, realizados por fundamentalistas islâmicos. Eles consideram o local sensível para a construção do centro e acreditam que erguê-lo ali seria um ato de desrespeito.

O complexo de 13 andares que está sendo construído foi orçado em US$ 100 milhões. O centro terá uma mesquita, estações culturais, áreas esportivas e outros espaços públicos.

O governo do Estado de Nova Jersey já ofereceu um terreno longe do Marco Zero para a construção do centro. Os idealizadores do projeto, porém, alegam que ele atenderia a comunidade de Manhattan e descartaram levá-lo para outro lugar.

Pastor

Em Gainesville, na Flórida, um pastor justificou sua decisão de cancelar a incineração de cópias do Corão no aniversário do 11 de setembro ao afirmar que o imã Feisal Abdul Rauf teria concordado em remover o centro islâmico para outro lugar.

O reverendo Terry Jones disse que viajará para Nova York para se encontrar com o líder muçulmano, o que foi negado por Rauf em um comunicado. Organizadores da construção do centro islâmico negaram que irão mudá-lo de lugar.

"Estou feliz que o pastor Jones decidiu não queimar exemplares do Alcorão. No entanto, não conversei com ele nem com o Imã Musri. Estou surpreso com o anúncio. Não vamos brincar com nossa religião, nem com nenhuma outra. Nem barganhar. Estamos aqui para estender nossas mãos e construir a paz e a harmonia", disse o imã, de Nova York.

Atualizado às 20h16 para acréscimo de informações