McCain diz que Al Qaeda pode tentar influir em eleição dos EUA
O candidato do Partido
Republicano à Presidência dos EUA, John McCain, afirmou na
sexta-feira temer a possibilidade de a Al Qaeda ou outros
grupos extremistas realizarem ataques espetaculares no Iraque a
fim de prejudicar suas chances de vencer o pleito de novembro.
McCain, em um encontro da Câmara dos Vereadores de um
distrito de Filadélfia, foi questionado sobre se estava
preocupado com a possibilidade de os militantes islâmicos
presentes no Iraque intensificarem suas atividades a fim de
tentar aumentar o número de vítimas fatais em setembro ou
outubro e impedir uma vitória dele na eleição presidencial.
"Sim, eu me preocupo com isso", respondeu o candidato. "E
eu sei que eles prestam atenção nisso por causa da
interceptação de mensagens enviadas por eles. A coisa mais
difícil em uma guerra é deter alguém ou um grupo dispostos a
sacrificar suas próprias vidas a fim de matar outras pessoas",
disse.
"Nós ainda temos os dispositivos mais letais de explosivos
provenientes da fronteira do Irã ao Iraque. Nós ainda temos
autores de ataques suicidada aterrissando no aeroporto de
Damasco e entrando no Iraque enquanto falamos. Por isso, não
fico surpreso se eles fizerem um atentado", disse.
Nesse evento de campanha e em uma entrevista coletiva que
se seguiu, McCain também criticou os senadores republicanos que
não se uniram a ele e a outros 28 na defesa da moratória de um
ano sobre polêmicos projetos de lei conhecidos como de "gasto
específico" e que beneficiam certas cidades ou áreas. O
candidato considera esses projetos dispendiosos.
McCain, senador pelo Estado do Arizona, disse que a postura
de seus companheiros republicanos mostrava que eles "não estão
respondendo à vontade do povo".
Na quinta-feira à noite, o Senado aprovou por 71 votos
contra 29 a moratória. McCain e os pré-candidatos democratas
Barack Obama e Hillary Clinton, ambos senadores, votaram a
favor da medida.
McCain é um defensor aguerrido da decisão tomada pelo
presidente George W. Bush de aumentar o número de soldados
norte-americanos no Iraque, mas sempre criticou a forma como a
guerra foi administrada. O fato de a violência ter diminuído no
território iraquiano ajudou McCain a conquistar a vaga de
candidato republicano.
O senador discorda totalmente das promessas de campanha
feitas por Hillary e Obama sobre retirar as forças
norte-americanas rapidamente do Iraque.
McCain, que logo deve dar início a uma viagem pelo Oriente
Médio e pela Europa com dois colegas senadores, disse
recentemente que os recentes ataques violentos ocorridos no
Iraque mostravam que a Al Qaeda continuava viva.
O candidatou afirmou estar preocupado com "a possibilidade
de que possam realizar atentados suicidas espetaculares". "Mas
nós os colocamos para fugir", ressaltou.
"Nós conseguimos avançar muito, mas eles ainda continuam
sendo um inimigo ativo e difícil. Não há dúvida na minha cabeça
de que o aumento no número de soldados surtiu efeito. Agradeçam
a Deus pelo general Petraeus (David Petraeus, comandante das
forças norte-americanas no Iraque), um dos maiores generais da
história dos EUA."
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