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McCain diz que Al Qaeda pode tentar influir em eleição dos EUA

14 de março de 2008 | 14h 56
STEVE HOLLAND - REUTERS

O candidato do Partido

Republicano à Presidência dos EUA, John McCain, afirmou na

sexta-feira temer a possibilidade de a Al Qaeda ou outros

grupos extremistas realizarem ataques espetaculares no Iraque a

fim de prejudicar suas chances de vencer o pleito de novembro.

McCain, em um encontro da Câmara dos Vereadores de um

distrito de Filadélfia, foi questionado sobre se estava

preocupado com a possibilidade de os militantes islâmicos

presentes no Iraque intensificarem suas atividades a fim de

tentar aumentar o número de vítimas fatais em setembro ou

outubro e impedir uma vitória dele na eleição presidencial.

"Sim, eu me preocupo com isso", respondeu o candidato. "E

eu sei que eles prestam atenção nisso por causa da

interceptação de mensagens enviadas por eles. A coisa mais

difícil em uma guerra é deter alguém ou um grupo dispostos a

sacrificar suas próprias vidas a fim de matar outras pessoas",

disse.

"Nós ainda temos os dispositivos mais letais de explosivos

provenientes da fronteira do Irã ao Iraque. Nós ainda temos

autores de ataques suicidada aterrissando no aeroporto de

Damasco e entrando no Iraque enquanto falamos. Por isso, não

fico surpreso se eles fizerem um atentado", disse.

Nesse evento de campanha e em uma entrevista coletiva que

se seguiu, McCain também criticou os senadores republicanos que

não se uniram a ele e a outros 28 na defesa da moratória de um

ano sobre polêmicos projetos de lei conhecidos como de "gasto

específico" e que beneficiam certas cidades ou áreas. O

candidato considera esses projetos dispendiosos.

McCain, senador pelo Estado do Arizona, disse que a postura

de seus companheiros republicanos mostrava que eles "não estão

respondendo à vontade do povo".

Na quinta-feira à noite, o Senado aprovou por 71 votos

contra 29 a moratória. McCain e os pré-candidatos democratas

Barack Obama e Hillary Clinton, ambos senadores, votaram a

favor da medida.

McCain é um defensor aguerrido da decisão tomada pelo

presidente George W. Bush de aumentar o número de soldados

norte-americanos no Iraque, mas sempre criticou a forma como a

guerra foi administrada. O fato de a violência ter diminuído no

território iraquiano ajudou McCain a conquistar a vaga de

candidato republicano.

O senador discorda totalmente das promessas de campanha

feitas por Hillary e Obama sobre retirar as forças

norte-americanas rapidamente do Iraque.

McCain, que logo deve dar início a uma viagem pelo Oriente

Médio e pela Europa com dois colegas senadores, disse

recentemente que os recentes ataques violentos ocorridos no

Iraque mostravam que a Al Qaeda continuava viva.

O candidatou afirmou estar preocupado com "a possibilidade

de que possam realizar atentados suicidas espetaculares". "Mas

nós os colocamos para fugir", ressaltou.

"Nós conseguimos avançar muito, mas eles ainda continuam

sendo um inimigo ativo e difícil. Não há dúvida na minha cabeça

de que o aumento no número de soldados surtiu efeito. Agradeçam

a Deus pelo general Petraeus (David Petraeus, comandante das

forças norte-americanas no Iraque), um dos maiores generais da

história dos EUA."