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México prende seis ex-militares guatemaltecos membros do cartel Los Zetas

Quatro dos imigrantes sem documentos confessaram ter sido contratados para atuarem como 'falcões'

06 de setembro de 2010 | 17h 35
Efe

CIDADE DO MÉXICO- Um juiz mexicano ordenou a detenção de seis ex-militares guatemaltecos e um mexicano acusados de pertencer ao cartel Los Zetas, suspeito de ter assassinado 72 imigrantes no fim de agosto, informou nesta segunda-feira, 6, a Procuradoria Geral da República (PGR).

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Segundo um comunicado da PGR, a "ordem de apreensão pelo crime de delinquência organizada" é um passo prévio para o início de um julgamento.

O grupo foi preso em 22 de abril por agentes da Polícia Federal nos limites dos estados de Hidalgo e Tlaxcala, quando viajavam em dois veículos.

Em seus depoimentos, quatro dos guatemaltecos confessaram ter sido contratados pelos Zetas para trabalhar como "falcões" (vigias) e que "iam ser treinados no manuseio de armas no estado de San Luís Potosí", afirmou a PGR.

Os seis faziam parte de um grupo de 13 imigrantes sem documentos libertado por um comando armado dos Zetas de uma prisão temporária do Instituto Nacional de Migração (INM), em 19 de abril.

Após a expedição da ordem de prisão, o grupo de guatemaltecos foi enviado por agentes policiais a uma prisão federal em Veracruz, onde esperam que um juiz inicie um julgamento contra eles.

O grupo fazia parte do "Exército de seu país como tropa", enquanto imón Olmos Soto, o mexicano preso, era agente de polícia de trânsito em Xalapa, capital de Veracruz. Soto é acusado de dar carteiras de motorista falsas a pessoas que ingressavam nos Zetas para ocultar suas identidades, segundo a PGR.

As autoridades mexicanas já documentaram a presença de ex-kaibiles (soldados de uma força de elite guatemalteca) nas filas dos Zetas, organização criminosa que nasceu como braço armado do cartel do Golfo, mas agora opera de modo independente na guerra com seus antes aliados.

Desde que o presidente Felipe Calderón assumiu o poder, em dezembro de 2006, e declarou guerra contra o narcotráfico, mais de 28 mil pessoas já morreram pelas mãos do crime organizado no país.