Micheletti promete punir responsáveis pela expulsão de Zelaya
Declaração vem à tona logo após revogação do estado de sítio em Honduras; presidente de facto admite 'erro'
Logo após revogar o estado de sítio em Honduras, o presidente de facto, Roberto Micheletti, afirmou que os responsáveis por terem expulsado do país o chefe de Estado deposto, Manuel Zelaya, ainda não identificados, serão levados à justiça e punidos. Micheletti reiterou que "foi cometido um erro" ao enviar Zelaya para a Costa Rica após sua deposição, em 28 de junho, porque a Constituição hondurenha "guarda a presença de todos os hondurenhos, sem extradição, no país."

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"Definitivamente é uma decisão tomada por alguns setores (os quais não mencionou) e serão punidos conforme a lei", disse o líder de facto, em entrevista coletiva ao lado da deputada republicana americana Ileana Ros-Lehtinen, que chegou nesta segunda-feira, 5, a Honduras para apoiar sua administração. "Estou totalmente seguro de que serão levados aos tribunais, como corresponde a qualquer erro cometido", por ter expulsado Zelaya do país, acrescentou.
O estado de sítio havia sido imposto no dia 26 de setembro, cinco dias após a volta de Zelaya - que agora se abriga na Embaixada brasileira - a Honduras. Na época o país vivia uma onda crescente de protestos organizados pela oposição. A medida justificou o fechamento de emissoras de rádio e TV oposicionistas. Mas a decisão do governo foi criticada até por seus simpatizantes, que diziam acreditar que o estado de sítio prejudicava os planos de realização de eleições em novembro.
Em entrevista a uma emissora de televisão hondurenha, Micheletti afirmou que Honduras quer voltar à normalidade. Ele também defendeu as eleições como o melhor caminho para resolver a crise no país. "Se ocorrerem as eleições no país, transparentes, e elegermos o novo presidente, então será possível falar de qualquer cenário, de qualquer solução", afirmou.
Ainda nesta segunda, o presidente de facto disse que a aspiração de Zelaya de voltar ao poder só pode ser analisada se houver alguma decisão judicial nesse sentido porque "não se pode restituir uma pessoa que está com problemas legais no país". "De qualquer forma, a Corte Suprema de Justiça é que teria de tomar a decisão", completou.
(Com Efe e BBC Brasil)
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