Milícias radicais de Gaza prometem intensificar ataques contra Israel
Grupos armados se unem contra negociações de paz e juram realizar 'ações de guerra'
GAZA - Treze milícias radicais palestinas de Gaza pediram nesta sexta-feira, 3, em um documento conjunto o aumento dos ataques contra Israel para acabar com o diálogo de paz do Estado judeu com a Autoridade Nacional Palestina (ANP) iniciado na quinta-feira após quase 20 meses de paralisação.
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Abu Obeida, porta-voz das Brigadas de Ezedin al-Qassam - braço armado do movimento radical islâmico Hamas -, comunicou que as facções armadas de Gaza concordaram que, no atual contexto, a resistência palestina pode recorrer a todas as opções contra Israel.
"Todos concordamos na unidade, na cooperação e na coordenação conjunta nos mais altos níveis para nos preparar para ações 'jihadistas' efetivas e influentes" contra Israel, disse o porta-voz ao ler o comunicado em uma coletiva de imprensa.
Segundo ele, as milícias realizaram um encontro na segunda-feira, quando firmaram uma estratégia unificada para "levar a resistência armada contra Israel a uma fase avançada de ações de guerra conjuntas". Essa fase consistirá em "rejeitar todos os projetos de perigosas e vergonhosas concessões e afrontar os projetos contra os direitos dos palestinos efetuados por meio das negociações".
Obeida garantiu que as milícias agirão abertamente contra o diálogo de Israel com a ANP. "Não deixaremos que as negociações ocorram e responderemos, pois (as negociações) são uma punhalada nas costas do povo palestino e têm o objetivo de legalizar a ocupação israelense", acrescenta o texto.
Os treze grupos radicais consideram que o novo diálogo de paz, para os quais serão realizadas reuniões quinzenais para que um acordo seja estabelecido em até um ano, não são apenas "absurdas', mas também dão "ao inimigo (Israel) cobertura para agredir ainda mais os povos palestinos".
Além das Brigadas de Ezedin al-Qassam, assinaram o documento as milícias da Jihad Islâmica, da Frente Popular para a Libertação da Palestina, os Comitês Populares de Resistência e outros pequenos grupos armados ligados ao Fatah, partido do presidente da ANP, Mahmoud Abbas.
Antes mesmo das negociações serem formalmente lançadas, o que ocorreu na quinta-feira, o braço armado do Hamas já havia realizado dois ataques contra colonos judeus na Cisjordânia durante a semana. O primeiro, ocorrido na terça, deixou quatro mortos, enquanto o segundo, realizado na madrugada de quarta para quinta, feriu dois israelenses.
Na quinta, pouco depois da reunião entre Abbas, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, o Hamas jurou continuar os ataques. Abbas e Netanyahu concordaram em coibir a violência para não minar o processo de paz.
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