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Mineiros presos no Chile têm primeira videoconferência com familiares

Parentes conseguiram ver e ouvir 33 trabalhadores por cerca de um minuto; mineiros só os ouviram

04 de setembro de 2010 | 19h 21
Efe

COPIAPO, CHILE- Os 33 mineiros presos em uma mina no norte do Chile e seus parentes mantiveram neste sábado, 4, a primeira videoconferência em tempo real desde 5 de agosto, quando foram soterrados.

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A conversa durou cerca de um minuto. Graças a um sistema de comunicação de fibra óptica, as famílias puderam ver e ouvir os trabalhadores, enquanto dentro da mina eles só conseguiram escutar seus parentes.

Quanto ao resgate, o governo garantiu que continua desenvolvendo três alternativas, ainda que até agora só um plano, o "A", tenha começado a operar.

Segundo o Serviço Nacional de Emergência (Onemi, na sigla em espanhol), a máquina perfuradora "Raise Borer Strata 950", que começou a cavar na terça, já alcançou os 41 metros de profundidade. Os mineiros estão presos a 700 metros do solo.

Os trabalhos com esta máquina estão correndo mais lentos do que o esperado devido ao encontro de falhas geológicas no solo, o que não é comum, segundo as equipes de resgate, nos primeiros cem metros de escavação.

A segunda alternativa, o chamado "Plano B", é a perfuração com uma segunda máquina, a "Schramm T-130", que deve começar neste domingo. Ela alargará uma das sondas usadas para a comunicação com os mineiros para convertê-la em uma possível saída.

No acampamento "Esperanza", aos pés da mina, as famílias dos mineiros batizaram a perfuradora de "La Milagrosa", convencidas de que ela permitirá o resgate de seus parentes antes dos três ou quatro meses anunciados pelas autoridades.

A terceira opção para o resgate é a máquina de perfuração petroleira que pertence à estatal Empresa Nacional de Petróleo (ENAP). Esta máquina, segundo especialistas, é mais rápida do que as outras, e pode começar a trabalhar antes de 18 de setembro.

Visita simbólica

A mina San José recebeu neste sábado a visita de quatro uruguaios que sobreviveram 73 dias na Cordilheira dos Andes após um acidente aéreo em 1972.

Os uruguaios transmitiram uma mensagem de "fé e esperança" aos 33 mineiros e suas famílias, e se disseram convencidos de que o resgate será um sucesso.

"Eu sempre tive a esperança de que eles estavam vivos. São espertos, conhecem seu meio, sabem se virar dentro das minas" e "tiveram a sorte de não serem pegos pelas rochas", disse Ramón Sabella, um dos sobreviventes do acidente da cordilheira.

Drama

Os 33 mineiros sobreviveram por 19 dias com uma dieta racionada de duas colheres de atum enlatado, um gole de leite e meio biscoito a cada 48 horas.

O único canal de comunicação com o exterior tem 15 centímetros de diâmetro. É por lá que as equipes de resgate começaram a enviar soro e rações de proteína e glicose, semelhantes às consumidas por astronautas. Dentro da mina, os mineiros contam com acesso à água e canais de ventilação.

O resgate será feito por uma perfuradora que abrirá caminho no solo. Andres Sougarret, chefe da operação, afirmou que o período para abrir um túnel largo o bastante para a passagem segura dos homens pode levar até quatro meses.

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