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Ministro do Interior culpa imigrantes por aumento de assaltos na França

Claude Guéant é comumente criticado por dura posição sobre a questão da imigração

17 de janeiro de 2012 | 14h 53
Reuters

PARIS - O ministro do Interior da França, Claude Guéant, demonstrou satisfação nesta terça-feira, 17, com a queda da criminalidade na França em 2011, mas culpou imigrantes europeus do leste e centro do continente pelo aumento de 16% nos assaltos no país, ampliando o debate sobre a imigração apenas três meses antes da eleição presidencial.

 - Ministério do Interior da França/Reprodução
Ministério do Interior da França/Reprodução

Desde que foi nomeado ministro pelo presidente Nicolas Sarkozy, há um ano, Guéant desperta preocupações por suas duras posições de direita na questão da imigração.

Guéant comemorou a redução de 12 mil crimes em 2011 ante 2010 na França, uma queda de 0,34%, bem como o nono ano seguido de redução da criminalidade no país. Mas ele observou que há uma crescente tendência de aumento de delitos por parte de pessoas do leste e centro da Europa.

"É uma tendência dos últimos dois anos. Essas são ações de grupos de criminosos do exterior, especialmente do leste e do centro da Europa", disse Guéant em entrevista à imprensa.

O ministro afirmou que vai apoiar uma mudança na legislação para permitir a deportação de estrangeiros condenados por esses crimes. "É muito difícil combatê-los porque são pessoas que escapam de um país a outro muito rapidamente", disse ele à rádio RTL.

Guéant supervisionou no começo de sua gestão a controvertida deportação de ciganos que estavam ilegalmente no país, e no ano passado deslanchou uma onda repressiva contra ladrões desse grupo étnico.

O governo de Sarkozy endureceu suas posições sobre imigração num momento em que tenta retomar o apoio de eleitores que passaram para o lado da Frente Nacional, de extrema direita.

No início deste mês, Guéant divulgou com estardalhaço o número recorde de deportações de imigrantes ilegais em 2011. Ele impôs a meta de reduzir a imigração legal para a França para 150 mil pessoas por ano, depois de ter reduzido a quota de 200 mil para 180 mil nos últimos anos.